Análise: Fluminense mostra que mescla entre jovem e experiente não precisa ser regra

·1 minuto de leitura

O gol é apenas um detalhe, já diria o ex-técnico Carlos Alberto Parreira, mas que faz diferença na percepção de uma partida. Sem ele, o empate em 0 a 0 entre Fluminense e Ceará pode parecer o resultado de uma noite de futebol mal jogado em São Januário. Mas nem foi o caso. O duelo só não teve bola na rede. De todo resto, foi bom de se ver.

Mérito das duas equipes. O Fluminense, mesmo sem Fred desde os 18 minutos do primeiro tempo — o atacante sentiu problema muscular — fez boa partida. Teve muita intensidade, criou chances de gol. Caio Paulista foi um dos melhores em campo e por pouco não marcou um gol de craque.

Colaborou para o empate mentiroso a noite inspirada do goleiro Richard, do Ceará, autor de três defesas muito difíceis, inclusive no quase golaço de Caio.

Bem posicionado atrás, o Ceará soube sair no contra-ataque. Foi um desafio para a defesa tricolor conter a transição rápida do Vozão.

O desempenho do Fluminense, que pese a falta do oportunismo de Fred, reforça a ideia de que a batida fórmula de mescla entre juventude e experiência não é um mantra intocável. O tricolor abre mão de Nenê no meio e mesmo assim segue criativo. Mesmo sem o camisa 9, conseguiu boas finalizações.

A escolha por um time mais jovem deixa o Fluminense capaz de jogar com mais velocidade nas transições, mas não apenas isso. Contra um Ceará que também gosta de jogar com linhas baixas, foi obrigado a ter mais a posse de bola do que gostaria. E com isso ficou mais dependente de jogadas individuais, que acontecem mais facilmente quando o ataque conta com opções de maior capacidade de arranque.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos