Análise: Imponderável leva o Real Madrid à final da Champions em virada histórica sobre o City

As semifinais entre Real Madrid e Manchester City foram divididas em dois momentos. O da lógica e o do inexplicável. O time inglês venceu a primeira parte da história, aquela possível de se enquadrar na razão. No placar agregado, escreveu consistentes 5 a 3. A partir dos 45 minutos do segundo, entrou o imponderável. Veio aquilo que palavras não dão conta de explicar. Foram três gols do time merengue no Santiago Bernabeu. Vitória por 3 a 1 nesta quarta-feira, por 6 a 5 no somatório das duas partidas.

É preciso ter humildade para admitir que nem tudo no futebol é possível de se colocar em uma sequência de causas e efeitos, ações e reações. O Manchester City não fez nada de errado para ser eliminado e não ir à segunda final seguida de Champions. Apenas aconteceu.

O jogo da lógica

Real Madrid e Manchester City criaram bons esquemas para neutralizar as virtudes dos adversários. O time de Madri abriu mão de um atacante e escalou Valverde no meio de campo. Reforçou a segunda linha e diminuiu a capacidade de criação dos ingleses. Guardiola tanto percebeu o problema que invertou as posições de Gabriel Jesus e Foden.

O City também soube minimizar os danos. Com o Real com um jogador ofensivo a menos na partida, deixou Walker tendo de se virar com Vini Jr. e cercou Benzema de marcadores no miolo da zaga. O brasileiro jogou, até fez boas jogadas individuais, mas não teve como encontrar o francês. O ataque merengue se tornou uma obra pela metade.

O segundo tempo veio e o Real Madrid se viu obrigado a adiantar mais as linhas, atrás do gol que ao menos levasse o confronto para a prorrogação. Rodrygo entrou aos 22 minutos da segunta etapa, foi a mexida mais contundente de Carlo Ancelotti para reverter o quadro.

Foi a senha para dar mais espaços para o City. Em um contra-ataque bem construído no lado esquerdo do setor ofensivo, a bola foi parar na direita, nos pés de Mahrez. O artilheiro do Manchester City na temporada bateu de primeira e deixou o time inglês muito perto da classificação para a final ainda no tempo normal.

O jogo do inexplicável

A partida seguia para o fim com Ancelotti já tendo colocado em campo tudo que poderia para aumentar a ofensividade do Real Madrid. O Manchester City criou duas boas chances de Grealish, que entrou no lugar de Gabriel Jesus. Uma foi tirada em cima da linha por Mendy. A outra foi defendida milagrosamente por Courtois.

Foi quando os lances se sucederam, sem que as partes envolvidas conseguissem evitar. Benzema cruzou para Rodrygo, que descontou aos 45 minutos do segundo tempo. No minuto seguinte, Carvajal cruzou e o atacante brasileiro cabeceou com estilo, fez o segundo.

O jogador da seleção brasileira foi o grande nome da virada histórica. O tempo normal acabou, a prorrogação começou e o Real Madrid completamente eletrizado seguiu martelando. Ele recebeu passe e cruzou para Benzema. O francês foi derrubado. Pênalti que cobrou com categoria para conseguir o resultado necessário.

Depois de reverter condições adversas no Santiago Bernabeu contra Paris Saint-Germain e Chelsea, oitavas e quartas de final da Champions, o Real Madrid fez novamente. Passou pelo Manchester City e enfrentará o Liverpool na decisão. Uns dirão que é a mística do estádio, o peso da camisa, os dois. Tudo subjetivo, nada que possa ser provado na prática. É apenas inexplicável e por isso o futebol é apaixonante como é.

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