Análise: Jogo reativo do Botafogo volta a funcionar e explica sucesso do time como visitante

Ainda que oscile muito no Brasileiro, o Botafogo encostou de vez na briga por uma vaga na Libertadores a apenas duas rodadas do fim. Boa parte disso graças à surpreendente campanha apresentada fora de casa. Com o 2 a 0 sobre o Atlético-MG, no Mineirão, o time chegou aos 31 pontos conquistados como visitante (do seu total de 50). O alvinegro carioca consegue a proeza de pontuar mais longe do que perto de sua torcida. Uma força que mantém o sonho do G8 vivo.

Agora, a distância para o próprio Atlético-MG, o oitavo colocado, é de apenas dois pontos. Em 10º, o Botafogo ainda fará outro confronto direto, contra o Athletico, que ocupa o sexto lugar, na última rodada, também como visitante. Mas antes, na quinta-feira, vai precisar superar a dificuldade de jogar como mandante diante do Santos, na despedida do time no Nilton Santos nesta temporada.

O sucesso do alvinegro como visitante passa muito pela forma como atua. O jogo do Botafogo de Luís Castro flui melhor quando ele pode atuar de forma mais reativa. Em casa, com os adversários mais cautelosos e a torcida cobrando uma postura mais proativa, fica mais difícil seguir este roteiro.

— Não digo que seja um time de contra-ataque. Mas de estratégia — afirmou Tiquinho Soares, destaque com um gol e uma assistência.

No Mineirão, o cenário foi quase perfeito para o Botafogo. Só não foi melhor porque o primeiro tempo e o começo do segundo foram de uma equipe que não conseguia construir e era muito pressionada. Com os dois corredores abertos para serem explorados, o Atlético-MG chegou a abrir o placar com Vargas, logo aos 13. Mas o VAR identificou impedimento no lance.

As entradas de Luís Henrique e de Lucas Fernandes trouxeram capacidade de criação. E, enquanto o Atlético não soube aproveitar as oportunidades que teve, Victor Sá e Tiquinho não desperdiçaram pelo lado carioca.