Análise: Jogos anteriores indicam caminhos para Flamengo e Athletico na Libertadores

O quinto encontro entre Flamengo e Athletico Paranaense nesta temporada — sábado, às 17h, em Guayaquil — será o mais importante deles, porque decidirá o campeão da Libertadores. A fim de traçar prognósticos para a partida, porém, convém olhar para trás e entender o que funcionou (ou não) para os adversários nos confrontos anteriores.

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Não adianta pedir que um cachorro mie ou um gato lata. Portanto, é natural imaginar que mais uma vez o time carioca buscará o controle do jogo a partir da posse da bola, com forte retenção entre seus meio-campistas articuladores, como Thiago Maia (recuperado fisicamente), Everton Ribeiro e Arrascaeta. Se eficientes, eles criarão o volume de jogo necessário para Gabigol e Pedro, especialmente, marcarem. Foi assim nas duas vezes em que Flamengo e Athletico jogaram no Maracanã este ano, com 46 finalizações ao todo, entre Copa do Brasil e Brasileirão.

O Athletico terá a cara de todos os trabalhos de Felipão. Priorizará sua segurança defensiva — uma postura que o próprio treinador defendeu verbalmente, na Copa do Brasil, diante da qualidade do adversário — e explorará contra-ataques e bolas paradas. Mas há incertezas que tornam a abordagem paranaense menos óbvia. Diferentemente do Flamengo, cuja escalação é cristalina, o 11 inicial do CAP ainda é um mistério. Três zagueiros? Três volantes? Pablo ou Vitor Roque?

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Tudo depende do quanto Felipão está disposto a conceder para aumentar suas chances de furar a meta de Santos. Em três dos quatro encontros anteriores em 2023, o Athletico não marcou. A única vez que o fez foi quando o time carioca ainda era comandado por Paulo Sousa, no início do Brasileiro. Com Dorival, acumulou 0 a 0 e 5 a 0 no Rio e 1 a 0 em Curitiba.

Nas vezes em que o Flamengo se viu em maus lençóis na temporada, o adversário precisou apresentar ao menos uma de três armas: congestionamento do meio para frear o poder de criação de Arrascaeta e Everton Ribeiro (como fez o Internacional no Brasileirão); capacidade de explorar os espaços que esse meio-campo menos marcador naturalmente concede (o Fluminense venceu o último clássico assim); e muita intensidade (caso do Corinthians na segunda final da Copa do Brasil).

Já o rubro-negro, além dos aspectos táticos, pode conforta-se com a qualidade de seus jogadores. Em momentos de dificuldade, seus craques costumam precisar de pouco para mudar o placar. São ao menos três nomes com alto poder de decisão: Arrascaeta, Gabi e Pedro, acostumados a tirar coelhos da cartola e a transformar a temperatura das partidas. Mais uma vez, eles tentarão domar um furacão.