Análise: lesões atrapalham, mas Botafogo também tem problemas crônicos que precisam ser resolvidos

É inegável que a postura do Botafogo mudou. Depois de uma sequência de jogos de um futebol apático, com pouca combatividade na marcação e sem inspiração ofensiva, o time de fato competiu contra o Atlético-MG no Nilton Santos. No entanto, a transpiração e a vontade de tentar dos jogadores alvinegros — reconhecida pelos torcedores no estádio, que aplaudiram o time na saída de campo — não resultaram em chances de qualidade, o que, contra um time tão superior como é o Galo, poderia ser fatal, como foi. Mesmo sem muito brilho, a equipe de Turco Mohammed venceu por 1 a 0 com um golaço de Zaracho e dormirá na liderança do Brasileirão.

Com um problema crônico de desfalques — a média das últimas 12 partidas é de oito jogadores fora por jogo —, Luís Castro teve que escalar o Botafogo “como deu”. Contra o Galo, eram 12 entre lesionados e suspensos, incluindo o goleiro Gatito Fernández, que sentiu indisposição horas antes da partida. Com isso, a falta de entrosamento pela impossibilidade da repetição nos treinamentos e jogos acaba por prejudicar a troca de passes da equipe, o que mina a construção de ataque, e também o esquema defensivo.

Por outro lado, uma dor de cabeça também constante para o treinador, que, por sua vez parece ter dificuldade para solucionar, é o meio-campo. Mesmo com os três jogadores do setor que estão entregues ao departamento médico (Breno, Kayque e Patrick de Paula), o Botafogo não conseguiu ser um time que consiga envolver o adversário com a troca de passes.

Contra o Atlético, embora a equipe tenha sido competitiva, poucas oportunidades de gol foram criadas. A dupla formada Oyama, que estava sem ritmo, já que não começava um jogo como titular há mais de um mês, e Tchê Tchê foi praticamente nula. Por isso, Lucas Fernandes, principal jogador do alvinegro no atual momento da temporada, ficou sobrecarregado.

Para piorar, as individualidades também pouco sobressaíram. Erison, artilheiro do time, tropeçou na ânsia de definir as jogadas e pecou nas tomadas de decisão. Em duas oportunidades, ‘El Toro’ teve Vinícius Lopes livre do seu lado e optou pela jogada individual. Em ambas, foi facilmente desarmado.

Com mais um resultado ruim — nona derrota em 12 jogos —, a única boa notícia para o Botafogo foi a bela atuação do jovem Jeffinho no segundo tempo. O alvinegro estacionou na 11ª posição com 21 pontos, a três da zona de rebaixamento.

— A gente tem deixado a desejar em alguns jogos, estamos longe do ideal. Hoje o time correu, competiu, mas precisamos dar muito mais para conseguir os resultados — falou Kanu.

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