Análise: Lisca Doido terá de corrigir pouca pressão do Vasco na saída de bola adversária

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Lisca Doido vai ter trabalho para tornar esse time do Vasco dominante como se imaginava que poderia ser antes de a Série B começar. Nesta quarta-feira, foi uma equipe a mercê de lampejos, sem consistência, que empatou com o CSA em 2 a 2, em Maceió. Já sem Marcelo Cabo à frente do cruz-maltino, esperava-se ao menos o ânimo renovado do grupo, o frescor com o fim de um trabalho que vinha sob pressão, não dando resultados. O que se viu em campo, porém, foi mais do mesmo.

Com o resultado, a equipe carioca chegou aos 19 pontos na Série B, com 13 partidas disputadas. A diferença para o G4, grupo de quatro times que conseguem o acesso à primeira divisão, é de quatro pontos. Na próxima rodada, o Vasco enfrentará o Guarani, terceiro colocado, sábado, em São Januário. Será o jogo em que Lisca Doido fará sua estreia à frente do time.

Vale destacar, quanto ao jogo: seria difícil mostrar alguma grande exuberância técnica. Primeiro porque falta material humano para isso. A essa altura da temporada, as limitações do elenco, na teoria forte para jogar a segunda divisão, já estão evidentes. Segundo porque o técnico interino Alexandre Gomes não teve tempo para fazer grandes revoluções. Terceiro porque a drenagem do Estádio Rei Pelé, em Maceió, falhou miseravelmente com a chuva, e deixou o campo repleto de poças d’água e falhas. Seria difícil até mesmo uma equipe com nível de jogo alto produzir muita coisa nessas condições.

O que o Vasco poderia apresentar de diferente era uma equipe com marcação mais justa no meio de campo, maior presença no setor defensivo adversário, atacando inclusive a saída de bola do CSA. Nada disso deu as caras em Maceió.

Lisca Doido assumirá o Vasco sexta-feira tendo que resolver a falta de criatividade no meio. O gol que abriu o placar saiu mais por sorte — Cano finalizou e Marquinhos Gabriel, esperto diante do campo e da bola molhada, aproveito no rebote —, do que por algo mais pensado.

Aos poucos o time de São Januário, com dificuldades para jogar com a bola no chão, foi vendo o CSA crescer no jogo justamente trocando passes. Em uma jogada de contra-ataque, Gabriel avançou em velocidade para tocar com categoria, por cima do goleiro Vanderlei: 1 a 1.

O segundo tempo começou e logo depois disso aconteceu a virada do CSA. O lateral-esquerdo Ernande aproveitou desatenção da defesa vascaína para pegar o rebote e deixar sua marca. Antes, os alagoanos já haviam levado perigo antes. A vantagem no placar parecia questão de tempo, tanto ela que efetivamente veio.

As mudanças mexeram com o rumo da partida. O CSA tirou de campo Dellatorre, centroavante que fazia boa partida. Com isso, perdeu ímpeto no último terço do campo. Já o Vasco buscou o caminho inverso. Daniel Amorim entrou na grande área e se transformou em boa opção de passe por parte dos companheiros.

Zeca, que jogou na direita, seu lado original devido à ausência de Léo Matos, percebeu a janela aberta por Amorim, ajeitou o corpo e fez bom cruzamento para o atacante. Daniel Amorim só precisou acertar o movimento para a bola morrer fácil na rede do CSA: 2 a 2.

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