Análise: Medina volta com tudo, mas para nas semifinais em G-Land

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Se havia alguma dúvida sobre as condições físicas e psicológicas de Gabriel Medina depois dele ficar cerca de nove meses sem competir, elas foram totalmente dissipadas em G-Land. Em um campeonato que sofreu muito com a falta de ondas e os constantes adiamentos (o que rendeu o apelido de "G-Lenda"), Medina estava à vontade, com um surfe forte e preciso. Parecia destinado à vitória, mas levou a virada para o australiano Jack Robinson na semifinal já nos segundos finais. Robinson repetiu a dose com requintes de crueldade na decisão, virando sobre Filipe Toledo na regressiva para vencer a segunda etapa seguida no circuito mundial de surfe. No feminino, a francesa Johanne Defay bateu a havaiana Carissa Moore na final. Tatiana Weston-Webb parou nas semifinais, mas deu um salto no ranking e já aparece em quinto.

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Australiano mais brasileiro do tour, Robinson é treinado por Leandro Dora (pai de Yago Dora), casado com a modelo capixaba Julia Muniz e presença constante na "rodinha" dos brazucas durante as etapas. Apontado há anos como um dos nomes fortes da nova geração, Robbo, como é conhecido, encostou em Toledo na briga pela liderança do ranking.

Nas redes sociais, não faltaram novamente comentários sobre as notas dadas ao australiano e aos brasileiros. A subjetividade no julgamento do surfe sempre vai dar margem a essas discussões. Mas há que se registrar o protesto de Toledo ainda nas quartas de final, após bateria em que ele venceu o americano Griffin Colapinto. Na entrevista à WSL, Toledo manobrou forte como faz na água:

- Não sei mais o que fazer. Não sei o que está acontecendo, mas sigo tentando fazer o meu melhor. Mas aqui estamos de novo, semifinais com dois brasileiros - desabafou, antes de virar as costas e sair tirando a camisa de lycra amarela destinada ao líder.

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Mas de volta a Gabriel Medina, que também pareceu dar uma cutucada no julgamento, postando um emoji de palhaço. A questão que vai seguir mantendo o alvoroço nos fãs brasileiros e a pulga atrás da orelha nos demais competidores é clara: o tricampeão mundial conseguirá uma escalada incrível no ranking para se colocar entre os cinco primeiros e disputar a WSL Finals? Uma semifinal para abrir os trabalhos não foi nada mal, mas talvez o próprio Medina estivesse contando com um resultado melhor em G-Land, uma esquerda tubular afeita demais ao seu surfe, para começar bem a "corrida de recuperação".

No próximo domingo, o circuito volta à ação nas direitas de Punta Roca, em El Salvador. Depois ainda restarão Saquarema, África do Sul e Taiti. São quatro etapas para Medina tentar o milagre. Não há espaço para erros e quedas precoces. É difícil ainda fazer projeções matemáticas, mas é possível que ele precise chegar ao menos nas semifinais em todos os eventos para tentar o quarto título mundial em setembro, no WSL Finals, na Califórnia. Alguém duvida que Medina consiga?

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Se o surfe tem o julgamento subjetivo, ao menos uma lição objetiva foi dada em G-Land: o campeão voltou. E com fome.

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