Análise: Mesmo sem vencer, Fluminense tem o que absorver de empate no Morumbi

Claro que todo torcedor quer ver seu time vencer, mas os de São Paulo e Fluminense não têm muito o que reclamar em relação ao 2 a 2 no Morumbi. Ainda que a igualdade gere alguma frustração, eles foram prestigiados com uma das melhores partidas do Brasileiro. Não faltaram chances de perigo criadas dos dois lados, boas intervenções dos treinadores e muitos destaques individuais. Se ninguém se aproximou da liderança, ao menos fica o consolo de que futebol para continuar perseguindo esta meta não falta.

Na classificação, contudo, ficou claro quem se prejudicou com o empate. Ultrapassado pelo Flamengo no sábado, o São Paulo não conseguiu recuperar a posição e ainda caiu mais uma. Agora é o nono, com 24 pontos.

Já o Fluminense, que chegou a ser líder provisoriamente quando abriu o placar, se manteve em quinto, com 28. Na quarta, visita o Goiás e terá mais uma chance de entrar no G-4.

Se não serviu para subir na tabela, o jogo trouxe algumas lições para a equipe dirigida por Fernando Diniz. Uma delas o próprio treinador destacou após a partida. O Fluminense começou impondo ao São Paulo seu estilo de jogo. Com toque de pé em pé e pressão na perda da bola, dominou o adversário, teve o controle das ações e logo abriu o placar. Aos 25, André (o melhor do time neste domingo) roubou a bola, tabelou com Ganso e concluiu ele mesmo tirando de Jandrei, que sairia com dor pouco depois.

Só que, após o gol, o tricolor carioca não soube aproveitar mais esta superioridade e pagou por isso. Rogério Ceni não quis esperar até o intervalo para mexer na forma do São Paulo jogar e promover substituições. Pôs Wellington para anular os avanços do rival pela sua esquerda e ganhar mais força por ali. Foi premiado com uma virada em oito minutos, gols de Luciano, aos 34, e de Patrick, aos 42.

— Se você me perguntar o ponto mais delicado do jogo, foi o momento do primeiro tempo que a gente podia ter aproveitado o momento de instabilidade do São Paulo para acelerar o jogo e não aproveitamos — analisou Diniz.

A reação são-paulina serviu ainda para mostrar que a esquerda não deixou completamente de ser um problema. Embora Caio Paulista tenha assumido o lado e até feito boas apresentações, ontem ele não teve quem cobrisse seus avanços. Por ali, Luciano marcou o primeiro (nas costas de Martinelli) e Talles Costa cruzou para Patrick fazer o da virada (aproveitando o buraco aberto na última linha defensiva).

No segundo tempo Diniz soube fazer os ajustes necessários. Tirou Arias da direita para a esquerda e pôs Nathan e Nonato para oxigenar o meio de campo com Ganso. O time cresceu e conseguiu empatar na bola parada. Aos 19, Manoel concluiu, de cabeça bola levantada na área por Nonato.

É verdade que Fábio ainda apareceu fazendo defesas difíceis. Mas em lances que, em seguida, foram anulados por impedimento. Reforçando a sensação de que, embora os dois tricolores tenham tido seus altos e baixos, o saldo foi um pouco mais positivo para o carioca.

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