Análise: Neymar experimenta frustração de nova derrota justa na Champions

Bruno Marinho
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Deu a lógica na Inglaterra. O melhor time se classificou para a final da Champions. Nem mesmo o talento de Neymar foi capaz de fazer com que o rio não corresse na direção do mar. O Manchester City está a uma partida de conquistar seu primeiro título europeu.

A vitória sobre o Paris Saint-Germain por 2 a 0 sacramentou a classificação para a decisão depois de vencer o jogo de ida, na França, por 2 a 1.

Pelo segundo ano seguido, Neymar experimenta o gosto amargo de uma derrota justa. Em toda semifinal, ficou clara a superioridade dos ingleses, tirando, com boa vontade, o primeiro tempo do jogo de ida, na França.

Na temporada passada, foi a mesma coisa. Não havia argumento que justificasse o título sobre o Bayern de Munique. Tanto que ele não veio. A classificação para a semifinal recém-perdida sobre os alemães pode ter gerado distorções de expectativa. Mas quem viu o jogo viu o Bayern melhor, desperdiçando um caminhão de gols que provavelmente não seriam desperdiçados se Lewandowski estivesse em campo.

Haverá para os franceses sempre o porém que a ausência de Mbappé oferece. Mas com ele em campo no primeiro jogo, a vitória do Manchester City também veio com a autoridade típica de quem é fundamentalmente melhor.

A frustração de Neymar é a frustração de quem, por jogar bola, sabe que, por melhor que seja, não é capaz de levar sua equipe à decisão apenas com seu talento individual. Isso é cada vez mais raro no futebol. O brasileiro teve atuação discreta, foi vencido pelos marcadores nos lances individuais, quase nunca teve chance de finalização. Um dos piores desempenhos do camisa 10 na competição.

Nesta terça-feira, a semifinal da Champions consagrou o trabalho de um técnico que se mostra a cada dia mais completo. Dois gols de contra-ataque de uma equipe conhecida pelo jogo de posse de bola. Pep Guardiola, depois de tantas frustrações na competição, chega absurdamente favorito para o título. É o melhor time ainda com chances. E isso, no futebol, é o que basta, cada vez mais.