Análise: Nonato comanda 'Dinizismo' do Fluminense no primeiro tempo, e sorte aparece na etapa final

Que o futebol do Fluminense tem evoluído sob o comando de Fernando Diniz, não se discute. O próprio treinador também vem mostrando um amadurecimento tático na atual temporada. Mas nem só de atuações envolventes se faz um time vencedor. A vitória por 1 a 0 sobre o Fortaleza, no Castelão, foi um exemplo disso. Bem apenas no primeiro tempo, o time carioca precisou contar também com uma boa dose de sorte para sair na frente nas quartas da Copa do Brasil.

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Não que isso seja um problema. Apesar de passar por um momento de crise, o Fortaleza de Juan Pablo Vojvoda segue sendo um adversário com seus perigos. Principalmente dentro do Castelão. Por isso, levar para o Maracanã a vantagem do empate é um grande trunfo para o Fluminense.

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O jogo de volta será apenas daqui a três semanas. Até lá, o time carioca volta suas atenções para a briga na parte de cima do Brasileiro. Na segunda, visita o Santos, na Vila Belmiro, defendendo uma invencibilidade que agora já é de 11 partidas sem derrota.

— Foi um grande jogo, num campo difícil. (O Fortaleza tem) Jogadores que brigam, que jogam muito bem. Segundo tempo foi mais deles. Mas a gente trabalhou muito bem e chegou a nossa vitória — disse Germán Cano, que, se não balançou as redes, deu excelente assistência de calcanhar para Nonato marcar o gol do triunfo, aos 34 minutos de jogo.

O lance do gol, por sinal, foi um resumo do chamado “Dinizismo”: aproximação, toques rápidos e mobilidade. Porque nem tudo foi sorte no Castelão.

No primeiro tempo, o Fluminense foi dominante em campo. Teve 72% de posse e trocou 291 passes (com 91% de acerto e o triplo que os 92 do Fortaleza). O número de finalizações (cinco) foi até baixo se levarmos em consideração o protagonismo da equipe, que teve em Nonato seu maior destaque. Não só pela finalização certeira, mas pela participação como um todo, vindo de trás em diversos momentos para infiltrar. Ele poderia ter descido para o intervalo com dois gols. Antes do que definiu a partida, aos 26, ele já havia marcado. Mas a arbitragem viu falta de Cano na origem da jogada.

Na etapa final, a entrada de Moisés fez o Fortaleza crescer. O time encontrou espaços pelos lados e levou perigo. Acuado, o Fluminense baixou suas linhas e, aí então, contou com as defesas de Fábio e com a sorte. Foram duas bolas do rival na trave e um gol anulado porque o VAR detectou Silvio Romero milimetricamente à frente. Vergonha? Nem um pouco. Melhor com a ajuda do acaso do que sem ela.

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