Análise: Pontuar é o mais importante para o Vasco, mas atuação ruim contra o Londrina merece atenção

Torcedor de time que frequenta ou já frequentou a Série B sabe. Na segunda divisão, o importante é somar pontos sempre. O nível de atuação fica em segundo plano. E nisso o do Vasco não tem o que reclamar. Mesmo com a troca de treinador, o cruz-maltino manteve o bom aproveitamento. Na estreia de Maurício Souza, o 1 a 0 sobre o Londrina, fora de casa, garantiu mais uma rodada de invencibilidade e fez a equipe subir para a segunda colocação. Com 27 pontos, está a quatro do líder Cruzeiro.

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Ainda assim, a primeira partida sob novo comando abre margem para preocupação. Afinal, não foi uma boa apresentação. Para sair com a vitória, o Vasco precisou contar com fatores que todo time procura evitar — ainda que eles sejam bem-vindos: as boas defesas de Thiago Rodrigues, bastante exigido na partida; a sorte, nas duas bolas que o Londrina acertou na trave; e a falta de pontaria do rival, que apesar de ter criado mais foi muito mal nas conclusões.

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Um dado interessante: os anfitriões finalizaram 16 vezes contra nove dos cruz-maltinos. Mas só três delas foram na direção do gol de Rodrigues. Ou seja: menos que 20% das tentativas.

O novo técnico tentou não fazer mudanças drásticas no Vasco. Manteve o esquema tático e também os titulares que estavam à disposição. Mas o que se viu foi um time de muitas oscilações.

De interessante, a troca de passes quando o Londrina deu espaço. A equipe girou bem a bola e procurou explorar os dois lados do campo. No primeiro tempo, teve muita dificuldade para criar. Na volta do intervalo, encontrou espaços.

Mas, quando o adversário subiu suas linhas de marcação e pressionou a saída de bola, os vascaínos mal cruzaram a linha intermediária. E, defensivamente, mostram-se muito expostos. Principalmente pelo lado direito, onde Gabriel Dias e Weverton não deram conta das investidas dos rivais. O time também deixou os jogadores do Londrina muito à vontade para arriscar chutes e levantamentos na frente da área. Pontos que Maurício vai precisar se atentar nos próximos dias:

— Sem dúvidas não foi a vitória mais bonita do Vasco. Porém, o time criou nesses últimos jogos um DNA competidor forte. Jogamos contra um adversário que não tinha perdido em casa, ganhou 10 dos últimos 15 pontos que disputou e que dificulta demais o jogo dentro da sua casa. O campo não estava nas melhores condições para um jogo mais elaborado. Não entendo que a gente tinha que sair daqui fazendo um jogo elaborado, mas reforçar esse espírito de luta e garra, que foi a tônica — ponderou.

O que não mudou foi a centralidade da figura de Nenê no time. Ele seguiu como o principal articulador de jogadas. E ainda se esticou todo para desviar bola cruzada por Edimar que gerou o rebote para o gol de Raniel, aos 3 da etapa final.

O próximo compromisso é na sexta, contra o Operário, em São Januário. Uma oportunidade para mostrar que a má atuação deste sábado foi algo pontual. Mas a boa fase não.

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