Análise: por que o Flamengo age certo ao vender Gerson, o seu 'Coringa'

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A pergunta que todo torcedor do Flamengo se faz é por que o clube está perto de aceitar a venda de Gerson ao Olympique de Marselha e não vai aguardar oferta por outros jogadores. Assim, manteria a estratégia de negociar no atacado alguns atletas por valores mais baixos. A resposta é simples: nenhum jogador do elenco tem hoje o valor de mercado de Gerson, com procura de um clube europeu e chance de lucro futuro.

Os demais atletas de peso com potencial de mercado no momento seriam Arrascaeta e Éverton Ribeiro, mas a diretoria teve apenas sondagens do mundo árabe pelos meias. No caso de Ribeiro, que interessava ao Al Nassr, não há mais certeza de que o clube voltará à carga na janela de agosto. Na verdade, há pessimismo.

Com Arrascaeta, atleta que tem negociação para renovar seu contrato, as ofertas do mundo árabe não interessam ao jogador, e da Europa não chegaram e nem devem chegar.

Também valorizados, Gabigol e Pedro poderiam tomar o lugar de Gerson, mas o dilema seria o mesmo e o fato é um só: não há proposta por eles no horizonte.

Desta forma, a estratégia do Flamengo é fazer dinheiro com quem dá dinheiro, para manter outros jogadores e reforçar o time em um ano apertado nas finanças.

A oferta de 25 milhões de euros do Olympique por Gerson pode chegar a mais de 30 milhões de euros com as bonificações, o que renderia quase R$ 200 milhões. Mais do que o Flamengo ganhou com Reinier, Vinícius Júnior e Lucas Paquetá nos últimos anos.

Não há hoje jovem do elenco com esse potencial de venda. Mesmo que o Flamengo os siga negociando. Ainda haverá cerca de 20% de retorno financeiro caso o clube francês negocie Gerson para um gigante europeu depois das Olimpíadas de Tóquio. E é nisso que o Flamengo está de olho para acelerar o negócio, mantendo uma parte dos direitos do jogador.

Logo, o meia aparece como a galinha dos ovos de ouro rubro-negra. Com sua venda, o clube cumpre com folga o orçamento para a negociação de atletas, de R$ 168 milhões, e cobre o rombo com a falta de receitas de bilheteria e sócio-torcedor, em mais um ano afetado pela pandemia do novo coronavírus.

Aos 24 anos, Gerson deverá ser, como nunca, o Coringa do Flamengo.

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