Análise: Recorde de Fred, recompensa de Luiz Henrique a Marcão e sustos inoportunos compõem vitória do Fluminense sobre o Bragantino

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A tarde deste domingo, no Maracanã, foi de Fred, que marcou seu 155º gol, ultrapassou Romário e se isolou na segunda colocação na lista dos maiores artilheiros da história do Brasileirão — Dinamite é o primeiro, com 190. Mas o nome da vitória por 2 a 1 do Fluminense sobre o Bragantino foi o atacante Luiz Henrique, que iniciou a jogada do primeiro gol e marcou o segundo, um golaço.

A vitória levou o Flu aos 32 pontos, um a menos que que o Corinthians, que abre o G6. O tricolor segue firme na briga por uma vaga na Libertadores.

— Luiz está sendo o jogador mais importante nosso. Está se desenvolvendo muito. Tem potencial para ser o melhor do Campeonato Brasileiro. É um prazer jogar com um talento desse — disse Fred, rasgando elogios ao atacante de 20 anos, eleito o melhor da partida.

A boa fase de Luiz Henrique tem dedo do técnico Marcão, que vem apostando no jovem desde que reassumiu o comando do Fluminense. Desde que ganhou a primeira oportunidade, entrando no segundo tempo do empate contra o Juventude, no último dia 2, não saiu mais da equipe. Retribuiu bem as chances: marcou contra Chape, São Paulo e Cuiabá.

Ontem, voltou a mostrar que foi uma escolha certeira: roubou bola no meio, arrancou em velocidade e enfiou para Nonato cruzar na medida para Fred abrir o placar. Depois, já no fim do primeiro tempo, tirou dois marcadores da jogada com um bonito drible e fuzilou o ângulo de Julio César para fazer 2 a 0. As jogadas foram a cereja do bolo de uma grande primeira etapa em que foi perigo constante nas arrancadas e finalizações pela ponta.

Marcão, que fazia sua sétima partida na atual passagem pelo Flu, chegou a marca importante: o 16º jogo de invencibilidade em Brasileiros pelo tricolor. Superou Muricy Ramalho, de quem já havia igualado o recorde de 15 no empate contra o Cuiabá, na última segunda-feira.

Sustos no segundo tempo

Jogando com uma equipe reserva, recheada de garotos, o Bragantino se poupava para o segundo jogo da semifinal da Copa Sul-Americana, na próxima quarta-feira, contra o Libertad. Em meio a uma visível falta de entrosamento, foi presa fácil para um Flu ávido pelo ataque que, além das chegadas perigosas pelas pontas, finalizava bem de média distância. Julio César precisou fazer linda defesa para evitar gol de Yago Felipe ainda no primeiro tempo.

Já com 2 a 0 no placar, o tricolor voltou do intervalo com as linhas mais recuadas, e a bola passou a ficar mais com a equipe paulista. Assim como contra o Cuiabá, o adversário, que pouco havia chegado, ganhou campo e volume de jogo. No pouco espaço que recebeu, marcou com Helinho, um golaço da entrada da área, tipo de finalização em que o Braga mais levou perigo ao longo da partida.

O susto acordou o Fluminense, que ganhou força ofensiva com as boas entradas de Jhon Arias, Gabriel Teixeira e Bobadilla.

Enquanto a aposta de Marcão em Luiz Henrique segue dando certo, a proposta de jogo ainda rende sustos. Ontem, as substituições funcionaram e o Flu ficou mais com a bola no ataque, freando o ímpeto do Bragantino pelo empate. É natural que a equipe não mantenha a mesma intensidade, mas ter mais a bola parece a melhor saída para que o tricolor não sofra na metade finais das partidas e não sangre com desatenções contra adversários mais fortes.

— A gente sabia que eles iam arriscar. Estavam perdendo de 2 a 0, teriam que tentar chegar ao nosso gol. Íamos ter que encontrar soluções para sair. Jogos se apresentam dessa maneira, a gente faz movimento contrário para manter equipe forte — avaliou o treinador.

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