Análise: Seleção não encanta contra a Colômbia, mas ganho de corpo é nítido

·2 min de leitura

Havia uma expectativa positiva ao redor da partida contra a Colômbia, pouco importante em termos de resultado, uma vez que a classificação para a Copa do Qatar, convenhamos, estava certa antes mesmo de a bola rolar. Depois da boa atuação e da goleada sobre o Uruguai, na rodada passada, o Brasil poderia repetir a dose e aumentar a sensação de que, após preocupante hiato, Tite finalmente reencontrou um caminho para a seleção.

O placar elástico não se repetiu, mas se levarmos em consideração que a Colômbia tem sido um adversário mais complicado do que os uruguaios recentemente, a vitória por 1 a 0 dá sim a sensação de evolução. Especialmente porque foi um triunfo alcançado à maneira que o treinador tenta reestruturar a equipe. Já faz algum tempo que uma nova seleção, bem diferente daquela que jogou na Rússia, três anos atrás, entra em campo. Ontem, na partida em que confirmou matematicamente a vaga no Mundial de 2022, ela deu sinais de consistência.

O Brasil que jogava à base de amplitude no ataque ficou para trás, nos tempos em que os laterais tinham qualidade acima da média para subir. A seleção hoje centraliza mais o jogo, vai na direção de Neymar, que busca o espaço entre linhas para receber a bola. O gol da vitória ocorreu todo nesta faixa do campo, quando o camisa 10 tocou de primeira para a infiltração de Lucas Paquetá. O jogador do Lyon finalizou, Ospina ainda toca na bola, mas não impediu que ela acabasse nas redes.

Agora, com ainda cinco partidas das Eliminatórias pela frente, mas sem a pressão para conquistar a vaga e manter o Brasil como a única seleção presente em todas as edições de Copa do Mundo, Tite poderá transitar entre a lapidação da nova forma de jogo e os testes, especialmente, em relação aos nomes da lista.

Paquetá, com sua versatilidade, é figura importante no novo esquema tático de Tite. O meia começou a partida mais aberto pela esquerda. Com a defesa colombiana bem postada, Tite fez a mudança que tem sido recorrente e, muitas vezes, eficaz: tirou um dos volantes, recuou Paquetá e escalou um atacante para jogar aberto pela esquerda. No jogo, foi Vini Jr. O jogador do Real Madrid, talvez o brasileiro que viva melhor fase no futebol europeu hoje, ainda não conseguiu repetir o nível pela seleção. Mas ele terá tempo para isso.

Raphinha, nome que gera expectativa nessa nova fase que a seleção tenta consolidar, não teve o mesmo brilho de outras partidas. Tanto que foi substituído por Antony, que acabou sendo mais perigoso, em um momento da partida em que os colombianos já não eram mais tão sólidos na defesa. Ambos são nomes importantes para o futuro.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos