Análise: Semana de treinos não resulta em evolução do Botafogo no empate com o Ceará

O americano John Textor preferiu ir ao Rio de Janeiro para assistir ao duelo de seu Botafogo contra o Ceará a acompanhar a estreia do Crystal Palace, também de sua propriedade, na Premier League. Só trocou de país, porque tanto na Inglaterra quanto no Nilton Santos as experiências foram frustrantes. Enquanto o clube britânico perdeu por 2 a 0, o alvinegro carioca ficou num empate em 1 a 1 que não deixou ninguém feliz no estadio. Ao menos, o empresário pôde conferir de perto a insatisfação da torcida, que ainda espera por uma evolução.

O time não foi poupado das vaias e dos gritos de sem vergonha. A reação é compreensível. Afinal, o sofrimento do torcedor parece não ter fim. Nos últimos 17 jogos, o Botafogo soma quatro vitórias, dois empates e 11 derrotas. Em meio a tantos tropeços, não consegue sair da metade de baixo da tabela do Brasileiro. Agora, soma 25 pontos e pode ver o Z-4 se aproximar após o complemento da rodada.

— (Vaia) Não machuca, faz parte. Mas a gente correu para caramba. Quando não corre é que merece as vaias. Mas vamos ter que trabalhar mais e ganhar o próximo jogo de qualquer jeito — afirmou o zagueiro Philipe Sampaio, numa resposta que entrega a pressão sentida pelos jogadores.

Luís Castro terá mais uma semana cheia para treinar o Botafogo. O próximo compromisso será apenas no próximo sábado, contra o Atlético-GO, novamente no Nilton Santos.

Mas ter tido uma semana para trabalhar não parece ter feito muita diferença em relação ao jogo anterior (derrota para o Corinthians). O Botafogo teve muita dificuldade para criar e dependeu das jogadas individuais de dois jogadores em especial: Lucas Fernandes e, principalmente, Jeffinho. O gol que abriu o placar veio na jogada aérea, com o zagueiro Victor Cuesta desviando bola levantada na área, aos 8 minutos.

Só que, sem a bola, o time apresentou mais problemas ainda. Oscilou entre uma marcação baixa que entregou a bola demais para o Ceará trocar passes (o rival terminou com 60% de posse e 16 finalizações contra 11) e uma pressão na frente que, pela falta de organização, deixou um buraco no meio. Para completar, a zaga ofereceu muitos espaços atrás.

O time nordestino também empatou na bola aérea, aos 4 do segundo tempo. Em cobrança de escanteio, Mendoza estava livre na pequena área para concluir bola desviada na primeira trave. E a virada só não saiu graças às defesas de Gatito e às chances desperdiçadas na cara do gol.

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