Análise: Vasco anuncia Maurício Souza e mostra força de Carlos Brazil com Salgado e 777

Carlos Brazil venceu a queda de braço interna no Vasco para anunciar Maurício Souza como novo técnico. Apesar da resistência de nomes influentes na política do clube, o diretor conseguiu convencer quem realmente interessa: o presidente Jorge Salgado e a 777 Partners, futuro dona da SAF.

A proposta foi clara: a despeito da falta de experiência de Maurício Souza, que pela primeira vez comandará uma equipe profissional, seria o melhor nome para dar continuidade ao trabalho de Zé Ricardo até o fim da Série B.

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Justamente a falta de lastro do nome era o maior argumento dos contrários à contratação do ex-auxiliar permanente do Flamengo, que estava no Athletico. Em um momento de alta na Série B, com o time invicto há 12 rodadas, na terceira colocação, o melhor seria um nome mais rodado, com conhecimento da competição.

Havia até mesmo quem defendesse a permanência de Emílio Faro por mais tempo. Abraçado pelo elenco, o auxiliar permanente do Vasco assumiu depois que Zé Ricardo foi para o Shimizu S-Pulse, do Japão, e venceu duas partidas consideradas difíceis: o Náutico, nos Aflitos, e o líder Cruzeiro, no Maracanã.

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Nem mesmo isso convenceu o diretor de futebol do contrário. Brazil manteve a defesa da contratação de Maurício Souza. Ele tem a confiança de Jorge Salgado, que foi o responsável por contratá-lo, em substituição a Alexandre Pássaro. No processo de diligência com a 777 Partners, tem papel importante para informar o andamento do setor aos americanos. Com o sinal verde de ambos, foi atrás do homem de confiança.

As dificuldades para contratar um treinador com outro perfil também pesou. Sem os recursos da 777 Partners, foi complicado chegar a nomes que pudessem aceitar a tarefa de assumir o Vasco na expectativa de ser demitido ao fim da Série B, independentemente do resultado. Com a criação e venda da SAF para os americanos, a expectativa é a formação de uma comissão técnica mais rodada em caso de retorno à primeira divisão.

Sem convicção nos outros nomes cogitados, veio aquele que teve um defensor incondicional. Maurício Souza, dependendo do desempenho nesta Série B, pode garantir o próprio emprego de Carlos Brazil na SAF. Se não no principal cargo de gestão que ocupa atualmente, pelo menos dentro do organograma da empresa. A priori, ele também está ameaçado de deixar o cruz-maltino após a 777 chegar.

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