Análise: Vasco facilita vida de Sá Pinto com gol cedo sobre um Santos ineficiente

Vitor Seta
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A primeira vitória do Vasco no Brasileiro após cinco rodadas não veio com nenhuma grande inovação tática do pressionado Ricardo Sá Pinto. Na prática, o triunfo deste domingo sobre o Santos por 1 a 0, em São Januário, é resultado de fatores do jogo trabalhando a favor da ideia do português de forma simultânea em uma das primeiras vezes na temporada. Com justiça, cabe dizer.

Em um primeiro tempo de cautela por parte das equipes, até pelo sol de 30 ºC que afligia o Rio de Janeiro na tarde de domingo, talvez nem o técnico esperasse que o Cruz-Maltino abrisse o placar tão cedo.

A costumaz lucidez de Germán Cano iniciou a jogada: uma boa jogada pela intermediária ofensiva do centroavante resultou em trama entre Vinícius e Léo Matos: um toque em profundidade para o lateral e um cruzamento no segundo pau. Coube a Carlinhos marcar, em seu primeiro gol pelo Cruz-Maltino.

A oportunidade facilitou a proposta de Sá Pinto de esperar o adversário para explorar contra-ataques. O Santos passou a buscar mais o jogo, chegava com mais homens pelo meio e, como consequência, abria espaços.

Mas o Vasco segue cometendo erros incompatíveis com uma equipe que tem como ideia o aproveitamento de raras oportunidades. Juninho, em linda jogada ao driblar três marcadores, e Cano, aproveitando disputa com defensor que o deixou com campo livre pela esquerda, pecaram no último toque e desperdiçaram as oportunidades mais claras dos cariocas no primeiro tempo.

Os visitantes, com escalação recheada de garotos — o técnico Cuca optou por poupar o time após desgaste físico em partida da Libertadores, na última quarta-feira —, bem que tentaram aproveitar o momento. Mas tal qual os donos da casa, esbarravam na falta de eficiência, em oportunidades de gol ainda menos claras. Entraram Soteldo, Marinho e Bruno Marques, mas o panorama pouco mudou.

Melhor para Sá Pinto, que entrou com Marcelo Alves para remontar seu esquema com três zagueiros. Contestada por torcedores, a formação parece ser a aposta mais confortável do técnico para garantir os bons resultados até o fim do Brasileiro. Desta vez, conseguiu sua primeira vitória em casa pelo Brasileiro, justamente no último jogo em São Januário no ano.

Em jogo com arbitragem confusa, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro deu nove minutos de acréscimo. Mas o tempo extra serviu apenas para um resumo do que foi a partida: bola do Santos na área do Vasco, sem sucesso, e gol fácil perdido por Tiago Reis, ainda que em provável posição de impedimento.