Análise: Vasco não encontra solução para ausência de Nenê em derrota para o CSA

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O que a torcida do Vasco tanto temia se concretizou. Na primeira partida sem Nenê desde o retorno, a ausência do veterano foi muito sentida. Num jogo em que tiveram muita dificuldade para criar grandes chances, os cruz-maltinos sofreram a virada (3 a 1) do CSA em pleno São Januário e viram a situação na luta pelo acesso se complicar.

Com apenas mais 18 pontos em disputa até o fim da Série B, o Vasco segue estagnado nos 47. E agora a distância para o G4 é de seis. A derrota ainda fez o time cair na tabela. Foi ultrapassado pelo próprio CSA e passou para a oitava colocação. Na quarta-feira, vai tentar uma reação desesperada contra o Guarani, em Campinas.

A ausência de Nenê ficou evidente no segundo tempo, quando o Vasco passou a ter mais o controle da partida, mas não conseguiu criar chances claras. Na etapa inicial, o time de Fernando Diniz sofreu com a marcação adiantada do CSA. Não à toa, o gol de Cano saiu em cobrança de pênalti, aos 19. O próprio argentino sofreu a penalidade — um leve toque por trás que precisou ser revisto pelo VAR. Renato Cajá empatou, cinco minutos depois, em cobrança de falta que desviou na barreira e enganou Lucão.

Sem seu principal articulador, o Vasco sentiu falta de alguém que fizesse uma leitura rápida do jogo para escapar da boa marcação do CSA. Escolhido para exercer a função, Marquinhos Gabriel não conseguiu se sair bem centralizado.

Na etapa final, com as entradas de Leo Jabá e Daniel Amorim, e Riquelme mais participativo na frente, o time passou a ditar o ritmo da partida. Mas foi um volume (69% de posse) com tentativas muito desorganizadas.

À medida que se lançou mais à frente, o Vasco também se expôs para os contra-ataques do adversário. E, contando com um apagão da defesa, os alagoanos exploraram bem as brechas.

Aos 37, todos os marcadores cruz-maltinos deram as contas para Dellatorre, que recebeu de Giva Santos (caído no chão) e concluiu com o bico do pé na saída de Lucão. Já nos acréscimos, o próprio atacante marcou de novo, em pênalti bem marcado pela arbitragem de Riquelme em Clayton.

São Januário, que virou um trunfo do Vasco nesta reta final de Série B, se voltou contra ele. Ao fim da partida, a torcida gritou “time sem vergonha” e atirou latas, copos e até garrafa no campo. O clube ainda corre o risco de ser punido.

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