Análise: Virada do Atlético-MG mostra vantagem de Cuca em relação a Renato e Abel

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Entre os técnicos à frente das três equipes mais fortes do futebol brasileiro e da América do Sul, Cuca é quem está na condição mais confortável. Abel Ferreira, no Palmeiras, mesmo quando vence, convive com cobranças de que o alviverde é capaz de desempenhar um futebol mais vistoso. Renato Gaúcho, no Flamengo, não se livra das comparações com Jorge Jesus, há mais de um ano longe do clube carioca.

Já Cuca corre sem sombras. Não é cobrado para que o Atlético-MG seja algo que não é e nem existe um comparação interna com a qual lidar. Não se pede dele jogo bonito ou melhor que o de A ou B. O Atlético-MG quer apenas ser campeão brasileiro. Não importa como. E é justamente nessa direção que o treinador está caminhando.

A partida contra o Santos foi um exemplo desse pragmatismo. Com as ótimas ferramentas disponíveis, construiu uma equipe sólida. É verdade, o Atlético-MG tomou um susto. Mas a maturidade necessária às equipes campeãs ficou evidente na vitória. Sem se desesperar diante do gol de Raniel, o Galo rapidamente reverteu a desvantagem para fazer 3 a 1 no Mineirão e se manter com boa vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro.

Há algumas possíveis explicações para essa capacidade dos mineiros de se impor, mesmo diante de uma adversidade. Uma delas está na quantidade de opções que Cuca possui à disposição. O técnico perdeu Hulk, lesionado, e escalou Diego Costa no lugar. Com dificuldades para conseguir furar os bons sistemas defensivos das equipes de Fábio Carille, o treinador tirou do banco de reservas Calebe e Nacho Fernández.

Os dois foram fundamentais para o resultado positivo — mais um — do Atlético. São 17 partidas de invencibilidade na temporada, 11 vitórias e seis empates.

Calebe, ao entrar no lugar do lateral-direito Mariano, povoou melhor o setor ofensivo. Foi ele quem sofreu dois pênaltis a favor do Galo. Nacho Fernández marcou duas vezes, uma na cobrança da penalidade, a outra no rebote do segundo penal batido. Nathan Silva fez o outro dos mineiros.

Outro fator que ajuda a explicar o sangue frio do Atlético-MG é o seu compromisso com o resultado, muito mais do que com o desempenho. Cuca, depois que o Galo conseguiu a virada, tirou Keno, atacante, para escalar Igor Rabelo, zagueiro, reforçando a defesa e diminuindo a fluidez que poderia até levar o líder do Campeonato Brasileiro a uma goleada. Mas nunca foi esse o objetivo do treinador.

A meta é só terminar o campeonato à frente das outras 19 equipes. Por enquanto, isso vai acontecendo.

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