Análise: virada do Fluminense não tem lógica tática, mas mostra força mental da equipe de Fernando Diniz

Para entender a virada tricolor na Serrinha é preciso esquecer qualquer conceito lógico ou tático. Basta aceitar que o futebol tem momentos fantásticos. O Fluminense passou longe de jogar bem, chegou a estar atrás no placar e pareceu entregue pelo cansaço, mas dois lances nos últimos minutos decretaram a vitória tricolor por 3 a 2. Triunfo suficiente para deixar o tricolor colado nos líderes do Brasileiro.

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— Sabíamos da dificuldade que seria jogar aqui contra o Goiás. Sempre é um time difícil, competitivo. Mas o Diniz sempre nos cobra, nos alerta e temos um grupo muito equilibrado. Os jogadores sabem o que querem atingir e querem o objetivo. Não podemos nos distrair pelo comodismo ou pelo que acontece fora de campo— afirmou Willian, autor do gol da virada e vitória do Fluminense.

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É digno de parabéns que o Fluminense, independentemente do campo ou Estado que jogue, mantenha a sua postura e estilo de jogo pré-definidos. Isso é bom por um lado, mas cobra um preço por outro. Na Serrinha, os lados mais positivos estiveram em evidência na maior parte do tempo. Por exemplo, antes mesmo de abrir o placar, o tricolor já colecionava oportunidades e parava em Tadeu. No entanto, não deu para o goleiro do Goiás fazer nada na finalização de Jhon Arias.

O tento tricolor mostra bem as ideias de Fernando Diniz ao longo da partida. Mesmo com a defesa bem postada do Goiás, o estilo tricolor prevaleceu: toque de bola e busca por espaços. De Germán Cano para Nonato, de Nonato para Paulo Henrique Ganso, de Ganso para Arias. Assim, após checagem do VAR para confirmar a posição legal do colombiano, tento validado.

Neste gol, também vale destacar a postura de Nino. O zagueiro passou mal no domingo e foi desfalque diante do São Paulo, no Morumbi, na rodada anterior. Durante a semana, precisou ir ao hospital tomar soro. Mas viajou até Goiânia. Não treinou, mas pediu para jogar e contou com a confiança do técnico Fernando Diniz. Entrou em campo e iniciou a jogada do gol do Fluminense. Para calar as críticas dos torcedores que reclamavam de que ele estaria fazendo corpo mole devido a proposta do Fenerbahçe, da Turquia.

Mas o jogo passou longe de ser perfeito. Assim como diante do São Paulo, o Fluminense dava muitos espaços próximo da linha de defesa e pelo lado esquerdo. E entre as características negativas, problemas. Dos 17 gols sofridos pelo tricolor na ‘Era Diniz’, sete foram após os 40 minutos do 1º ou 2º tempo. Após essa marca no cronômetro, Pedro Raul subiu mais que a defesa tricolor para cabecear e empatar. Na única jogada de perigo goiana durante toda a partida — e a mais buscada pela equipe adversária. Mistura de falta de atenção e erro de posicionamento do setor.

O cansaço também começou a atrapalhar o Fluminense, algo visto na Serrinha e no Morumbi. Então, a partida virou uma loucura.

No contra-ataque, Nicolas perdeu um gol inacreditável para o Goiás. No lance seguinte, marcou o da virada. Exausto em campo, o Fluminense parecia entregue e a vitória distante.

Então, após uma bola sobrada. Germán Cano marcou e recolocou o tricolor no jogo. O Fluminense soma 80 gols nesta temporada. Simplesmente 51 deles tiveram participação direta da dupla Cano/Arias.

No lance seguinte, Willian Bigode acertou um lindo chute colocado para virar. Dois lances soltos, que definiram a vitória tricolor.

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