Análise: Vitória do Botafogo traz alívio, mas não aponta para nada

A combinação calendário espremido, excesso de jogos, lesões em série e montagem de elenco ao longo do ano, que acomete a maioria dos clubes do país, faz com que a temporada atual seja quase um deserto de bom futebol em solo nacional. Neste cenário, o resultado ganha ainda mais protagonismo. Afinal, é só o que se pode esperar. Se ele é obtido através de uma grande atuação ou por uma única jogada de ataque, já não faz diferença. O Botafogo entrou nesta roda. A vitória por 1 a 0 sobre o Bragantino, fora de casa, é fruto de um time que faz o que pode dentro das muitas limitações que lhe foram impostas. E não tem vergonha disso.

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Os três pontos vêm para amenizar a insatisfação da torcida após duas derrotas seguidas — uma pelo próprio Brasileiro (para o Fluminense) e outra pela Copa do Brasil (para o América-MG, que comprometeu o futuro do time no torneio). Os alvinegros chegaram aos 21 pontos e subiram para a metade de cima da tabela da Série A, em nono.

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Mas a verdade é que, resultado à parte, não há o que se tirar do jogo em Bragança Paulista. Afinal, da mesma forma que venceu, o Botafogo poderia perfeitamente ter saído derrotado. O time não jogou bem (assim como o Bragantino) e nem criou tanto para merecer a vitória. Uma atuação que não aponta nenhuma evolução. Mas vale sempre lembrar: nesta temporada, merecer virou um detalhe quase sem importância para a maioria dos clubes.

Logo aos 12 minutos, o técnico Luís Castro perdeu mais um jogador para as lesões. Desta vez foi Kayque, por uma torção no joelho direito. O meio-campista, que agora é o nono atleta do clube no departamento médico, deixou o campo chorando.

O maior mérito do Botafogo foi saber se defender. A linha de cinco defensiva de Luís Castro dificultou bastante a vida do Bragantino. Quando os paulistas conseguiram ultrapassá-la, brilhou a estrela de Gatito Fernandez — mas também a sorte e a disciplina dos jogadores na hora de fazer a linha de impedimento, já que o VAR anulou corretamente três gols dos donos da casa.

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Ofensivamente, contudo, não é injusto dizer que a proposta de jogo beirou o desastre. Os muitos erros de passe fizeram com que a bola chegasse muito pouco à área do adversário. Tanto que a maioria das finalizações (dez, mas apenas duas na direção do gol) foram de longe.

O lance que decidiu o jogo, aos 18 da etapa final, veio na bola parada. A zaga desviou errado uma cobrança de falta e entregou um presente para Vinicius Lopes, que concluiu na cara do gol.

Foi uma vitória que também contou com aqueles erros capazes de fazer o jogador e o torcedor corarem de vergonha, como pisar na bola ou furar o chute. Teve ainda “cera” de Matheus Nascimento no momento de sair e uma constrangedora tentativa de Gatito de atrasar o jogo fingindo não saber onde estava a bola na hora de cobrar tiro de meta. Cenas que ninguém gostaria de ver seu time cometer. Mas que, este ano, infelizmente ainda serão muito vistas até o fim do Brasileiro.

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