Análise: Vitória do Flamengo sobre o Internacional serve pouco como termômetro para final da Libertadores

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É difícil imaginar que a postura adotada pelo Flamengo na partida contra o Internacional, neste sábado, se repita contra o Palmeiras, dia 27, na final da Libertadores. A carga emocional e de responsabilidade na decisão em Montevidéu será muito maior, o que deve interferir diretamente na maneira com que o time carioca se lançará ao ataque.

No Beira-Rio, foi um lutador de boxe com apetite e guarda baixa. Venceu por 2 a 1, mas foi tão ameaçado na defesa que deixou a sensação de que tudo poderia ter acontecido diferente em Porto Alegre. Brincou de roleta russa e levou a melhor. Um pouco obra do acaso.

Tal estratégia depende da disposição do adversário para ela acontecer. Quando Gabigol abriu o placar bem no começo da partida, o Internacional se lançou com tudo para o ataque, entrou na dança proposta pelo Flamengo. Bom para quem assistia à partida, aberta, em alta velocidade, especialmente no primeiro tempo. Daqueles jogos gostosos de se ver. O segundo gol rubro-negro, de Andreas Pereira, foi uma pintura coletiva. Taison descontou.

Para jogar tão exposto, o Flamengo precisa confiar muito no seu taco. Michael, raridade a essa altura da temporada, teve atuação discreta. Isso, somado à ausência de Bruno Henrique, reduz significativamente o poder de decisão rubro-negro. Mas se na final da Libertadores o Palmeiras der os mesmos espaços que o Colorado deu ao Flamengo, e o time de Renato Gaúcho estiver numa tarde normal, o tricampeonato será dos cariocas, não há dúvida. Na pura e simples queda de braços de talento individual, ninguém no Brasil ganha do pessoal da Gávea.

Outro ponto que faz pensar que um jogo eletrizante como o deste sábado não se repetirá no Uruguai é o próprio estilo do Palmeiras. Não faz a cabeça de Abel Ferreira a imprudência adotada pelos gaúchos em determinados momentos da partida. Em condições normais, será um Palmeiras compacto, de linhas mais baixas. O tipo de adversário que o Flamengo de Renato Gaúcho tem mais dificuldades para superar.

A novidade na equipe rubro-negra foi o retorno de Arrascaeta. Ele entrou no segundo tempo e também deve acumular minutos na partida contra o Grêmio, no meio de semana, de olho na final da Libertadores.

— Tive muito tempo parado. Estou feliz de voltar e quero estar 100% logo — afirmou o camisa 14.

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