Análise: Vitória do Vasco alivia, mas time ainda peca nas finalizações

O Globo
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A vitória do Vasco sobre o Macaé por 3 a 1 trouxe um alívio, lógico. Foi a primeira vitória da temporada 2021 e tirou um peso do time. A colocação na tabela da Taça Guanabara ainda não é grande coisa - apenas oitavo lugar, mas pode ter sido o pontapé inicial de dias melhores.

Contudo, a vitória tem de ser analisada não só pelos três pontos. As deficiências continuam lá. Diante de um dos adversários mais fracos do campeonato, o time de Marcelo Cabo não soube transformar o maior volume de jogo num placar elástico e num triunfo sem sustos.

Por vezes, a falta de criatividade no meio-campo e a imperícia nas finalizações - foram 23 no total da partida - cobram seu preço. No jogo, foi evidente. Após perder um gol na furada de Talles Magno, o Vasco permitiu o empate do Macaé, numa cabeçada. Foi apenas o segundo gol do adversário na Taça Guanabara.

O Macaé tinha um jogo em mente apenas: se defender. Fez até onde pôde. O goleiro Milton Raphael salvou algumas e a trave, outras. Mas era mais incapacidade do Vasco do que mérito da defesa.

A favor da equipe de Cabo está a luta. Mesmo de forma errônea, não desistiu da blitz até o fim. Tentou, tentou e tentou. E encerrou a vitória com um golaço do jovem Galarza, que acertou um chute de esquerda de fora da área.

Mas para ir mais longe na temporada, fazer apenas o suficiente não vai funcionar.