Análise: volta de Daniel Alves fala muito sobre projeto de Xavi e recoloca lateral nos holofotes do Qatar

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No futebol, criar uma mentalidade vencedora do zero não é fácil. Menos ainda em um clube como o Barcelona, que acostumou a torcida a conquistas grandes, gestando uma pressão permanente no processo. A volta do lateral-direito Daniel Alves ao clube mostra que o técnico Xavi está disposto a adotar mais de um método para retomar essa ideia vitoriosa.

O Barcelona não está em falta de laterais-direitos. Pelo contrário: tem Sergiño Dest, um jovem com muito potencial para a posição, além de Sergi Roberto, meia que se acostumou a atuar na lateral sem grandes problemas, com total capacidade para ser o reserva da posição. Ao mesmo tempo, Dani, de 38 anos, já vinha sendo testado em outras posições no São Paulo, tanto pela capacidade técnica, quanto pelo desgaste físico ligado á função defensiva e ofensiva de lateral.

Não é preciso pensar muito para entender que tê-lo no vestiário é tão ou até mais vantajoso que tê-lo em campo no Barcelona. Maior vencedor da história do futebol e dono de 23 títulos com a camisa blaugrana, o brasileiro pode passar a um time de 25 anos de média de idade as experiências, os atalhos e as ideias que levaram o clube tão longe durante a sua primeira passagem. Não à toa, o técnico o quer treinando o mais cedo possível, mesmo que só possa atuar em janeiro.

A presença de Daniel Alves é um símbolo de um Barça que ficou apenas a vídeos de Youtube de proximidade do atual elenco. Sem Messi, restaram jogadores como Piqué e Busquets que viveram a era de ouro do clube durante a primeira metade da ultima década. O brasileiro, nome ainda mais carismático que os espanhois, pode mudar o clima de um clube que vem vivendo momento complicado no começo de La Liga, que culminou numa troca de técnico.

Companheiros de vestiário em anos vitoriosos e "cabeças frescas" após anos afastados do Camp Nou, Xavi e Dani tocarão um projeto de renovação em meio a uma crise financeira e uma fornada de jovens promissora de La Masia, mas que ainda dá os primeiros passos de suas histórias. Se tudo der certo, a mensagem será a mesma, mas emitida por cada qual com sua posição discursiva: a de chefe e a de voz importante no vestiário.

Para Daniel como jogador, o retorno representa também uma importante vitória para sua imagem a pouco mais de um ano da Copa do Qatar. Após um fim de passagem controverso pelo São Paulo, chegou a negociar com o Fluminense e com o Athletico. Mas a partir de janeiro, fará Tite assistí-lo em noites de Champions League.

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