Análises aprofundadas terão prioridade em buscas por produtos no Google

Alveni Lisboa
·3 minuto de leitura

O Google anunciou hoje (8) uma atualização do algoritmo de busca para exibir com prioridade sites com análises aprofundadas sobre produtos. Ao pesquisar pelo nome específico de um serviço ou objeto, o resultado será direcionado para páginas especializadas. A empresa alega que as pessoas têm preferência por este tipo de conteúdo em vez de assuntos mais superficiais.

A busca orgânica deverá entregar resultados adaptados ao perfil do cliente, porém sempre voltados para a análise técnica dos produtos, preferencialmente escrita por especialistas ou entusiastas que conhecem bem sobre determinado tópico. A novidade vai beneficiar criadores de conteúdo que se dedicam a fazer reviews mais completos e criteriosos de produtos como celulares, veículos, computadores, acessórios e jogos.

Por enquanto, a novidade ainda não chegou ao Brasil (Captura de tela: Alveni Lisboa/Canaltech)
Por enquanto, a novidade ainda não chegou ao Brasil (Captura de tela: Alveni Lisboa/Canaltech)

Por exemplo: a análise de um novo modelo de processador para computador precisa determinar qual a velocidade do clock, o quanto ela é mais rápida que seus antecessores, se gasta menos ou mais energia, ressaltar o preço (se elevado ou baixo, de forma comparativa), falar sobre eventuais problemas de compatibilidade ou falhas relatadas e dizer quais componentes funcionam melhor com ele.

Essa mudança também deve impactar na rotina das empresas que comercializam produtos em suas lojas virtuais. Com a mudança no algoritmo, pode ser necessário detalhar melhor o seu produto e usar algumas técnicas de SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de Busca, em português), caso o intuito seja ter destaque de forma orgânica na página de resultados do mecanismo de pesquisa, sem a necessidade de anúncios patrocinados.

Diretrizes para criadores de conteúdo

Quando os editores criam conteúdo, como ao avaliar produtos ou compartilhar as últimas ofertas de um determinado item, é importante que as mercadorias sejam identificadas com precisão, o que permite que os usuários encontrem-nas ao pesquisar pelo termo no Google.

O buscador recomenda o uso de dados estruturados nas páginas, como nome, avaliação do usuário, marca, descrição, imagem, ofertas e descontos (caso haja), número SKU (identificador específico do comerciante), locais de envio, estimativa de entrega e preço do frete. Para saber mais, o ideal é acessar schema.org e obter os detalhes.

A identidade do produto é fundamental para o comércio, porque garante que as empresas e os consumidores entendam com precisão a sua procedência. Isso se aplica também à Web e à Pesquisa Google, em que a compreensão exata de um produto ajuda a mostrar o item correto para o usuário certo no momento adequado.

Para guiar os produtores de conteúdo, o Google ofereceu uma lista de quais questões devem ser levadas em conta na hora de analisar produtos. São elas:

  • Expressar conhecimento especializado sobre produtos

  • Mostrar como ele é fisicamente, ou como é usado, com conteúdo exclusivo além do fornecido pelo fabricante

  • Fornecer medidas quantitativas e comparativos quanto ao desempenho com similares

  • Explicar os diferenciais do produto em relação aos concorrentes

  • Há produtos comparáveis ou superiores a ele? Quais os melhores usos em cada circunstância?

  • Elencar quais as vantagens e desvantagens

  • Definir se é um produto mais antigo que evoluiu de anteriores ou se é um lançamento inédito, sempre com ênfase nas novidades

  • Citar como aquele produto pode resolver um problema ou ajudar o usuário no cotidiano

  • Descrever como um produto foi projetado e seus efeitos sobre os clientes, além do que o fabricante já afirma

Essa atualização na análise de produtos do Google chega hoje para a língua inglesa. Ainda não há informações se a novidade também virá para o Brasil, mas é possível que comece a afetar as buscas por aqui em breve. O Canaltech entrou em contato com a representação do Google no Brasil e aguarda resposta.

Concorda com a mudança do Google ou acha que a novidade vai prejudicar o busca? Comente e deixe sua opinião.

Fonte: Canaltech

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