Análises indicam que vacina não foi causa provável do óbito de adolescente, diz governo de SP

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BRASÍLIA (Reuters) - A adolescente de 16 anos que morreu após ter sido vacinada contra Covid-19 em São Bernardo do Campo tinha uma doença autoimune, concluiu a Secretária de Estado de Saúde de São Paulo nesta sexta-feira, destacando que o imunizante não foi a causa provável do óbito.

Na véspera, em uma entrevista coletiva no qual anunciou a suspensão da vacinação de Covid de adolescentes sem comorbidade, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, havia feito menção à morte da jovem após a vacinação, citando o caso como um exemplo de riscos que estariam sendo assumidos pelos Estados em continuar a vacinar sem seguir as diretrizes nacionais.

Em comunicado, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo afirmou que análises técnicas indicam que a provável causa da morte da adolescente foi a doença autoimune "Púrpura Trombótica Trombocitopênica" (PTT). Participaram dessa avaliação 70 profissionais.

"A PTT é uma doença autoimune, rara e grave, normalmente sem uma causa conhecida capaz de desencadeá-la, e não há como atribuir relação causal entre PTT e a vacina contra Covid-19 de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer", disse a secretaria paulista.

Segundo o governo estadual, a morte da adolescente foi divulgada na véspera "de forma intempestiva" pelo ministério em entrevista coletiva.

"Os resultados da análise serão submetidos à Anvisa. A adolescente foi imunizada sete dias antes com a vacina da Pfizer, a única que tem autorização da Anvisa para jovens de 12 a 17 anos. O óbito ocorreu no dia 2 de setembro", disse o comunicado, citando o órgão regulador federal, que também havia dito na quinta estar investigando o caso.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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