Ana Paula e Helena Rizzo avaliam protagonismo feminino dentro e fora do ''MasterChef''

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Ana Paula Padrão e Helena Rizzo fazem parte do
Ana Paula Padrão e Helena Rizzo fazem parte do "MasterChef Brasil" (FOTOS: Comunicação Band)

Não há como negar que a cozinha é um ambiente predominantemente machista nos grandes restaurantes. Tanto é que o próprio "MasterChef Brasil" (Band) ao longo de oito anos de exibição já passou por episódios claros em que o trabalho de mulheres foram minimizados e até mesmo criticados. O episódio mais claro foi entre Ivo Lopes e Dayse Paparotto na temporada de profissionais do ano de 2016.

Para a apresentadora Ana Paula Padrão, ainda assim, as mulheres são as protagonistas do programa, afinal, elas ganharam cinco temporadas dos amadores, enquanto eles apenas duas. "Eu acho que elas vão muito bem, ao contrário da história da cozinha brasileira, onde os chefes, os homens, são mais conhecidos e dominante", diz para o Yahoo.

Porém, mesmo que nunca tenha trabalhado em um restaurante, a jornalista endossa que o ambiente ainda é marcado por preconceitos. "Eu ouço os chefes todos os dias e mesmo meus colegas homens me contam que a cozinha é muito machista. Acredito que o 'MasterChef' também está ajudando a modificar essa visão. É claro que a gente está num momento muito favorável de mundo, em que a mulher está tendo mais voz do que jamais teve em todas as áreas, mas eu acho que a cozinha tinha muito mais uma história de 'eu sou o chefe, eu mando em vocês'."

No palco do talent show, Ana e a chef Helena Rizzo representam o lado feminino. A jurada, que participa de sua segunda temporada do programa, é a grande inspiração para os participantes homens e mulheres do programa, assim como foi Paola Carosella, de acordo com a apresentadora.

"Todos falam: 'o meu ideal é ser você', 'eu me espelho em você', 'eu queria ser como você'. E não falam isso nem para o Henrique Fogaça nem para o Erick Jacquin. É achar que uma mulher pode se posicionar neste ambiente como uma chef, ganhar prêmios e, com isso, ser reconhecida. Vejo homens fazendo isso também e via com a Paola a mesma coisa. O simples fato de expor mulheres poderosas, fortes, independentes, que tenham uma carreira delas, que não dependem de ninguém, já é um exemplo bastante interessante", destaca.

Fora do MasterChef

Helena, que tem mais de 20 anos de carreira e é dona de um restaurante premiado com uma Estrela Michelin, o Maní, revela que viu o interesse das mulheres pelas cozinhas profissionais aumentar.

"As portas estão se abrindo cada vez mais, a gente vê cada vez mais mulheres, mas ainda ainda é um meio machista, principalmente lá fora, sabe?", diz. A chef, entretanto, contou com a sorte de ter mais abertura da mídia e empatia pelos lugares onde passou ao longo de sua carreira. "Mas lá fora, no exterior, não é igual", avalia, ao falar com o Yahoo.

Para ela, o Brasil tem muitas chefs importantes nas cozinhas, embora a caminhada para igualar com os homens ainda esteja longe. "É um trabalho que vai além. Mas é um processo bem-vindo. No Maní, por exemplo, a gente tem 70% da cozinha feminina. Elas não estão lá só porque são mulheres, mas porque são boas, fod*s", afirmou.

A nona temporada do "MasterChef Brasil" estreia na próxima terça-feira (17), às 22h30. O programa continua sob a apresentação de Ana Paula Padrão e conta com os jurados Erick Jacquin, Henrique Fogaça e Helena Rizzo. A direção é de Marisa Mestiço.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos