Ana Schurmann é comparada a Patti Smith e entra para a playlist da BBC

Gilberto Júnior
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“Estou conversando com você do futuro”, brinca a modelo e cantora Ana Schurmann do outro lado da linha — e do mundo. Passando uma temporada na Nova Zelândia, ela conta que sofreu para se adaptar ao fuso horário do país, que está 16 horas à frente do Brasil. “Essa mudança teve muito a ver com a crise sanitária que o mundo enfrenta. Aqui, como a Covid-19 está controlada, pude trabalhar em novas canções, gravar vídeos”, diz a catarinense, de 25 anos.

Envolvida com moda desde os 13, Ana trabalhou para grandes marcas como Dior, Calvin Klein e Tommy Hilfiger antes de lançar sua primeira música, “The child”, em 2017. Mas foi com “Tell me”, que chegou aos serviços de streamings no ano passado, que as coisas começaram a fluir. Ian Griffiths, diretor criativo da grife italiana Max Mara, está encantado com a energia musical da moça. “Você soa um pouco como Patti Smith”, escreveu o designer para a manequim. A BBC também destacou o single em sua playlist. “Às vezes, nem eu acredito em tudo que está acontecendo. Em 2016, escrevi várias letras e não sabia bem o que fazer com elas. Estudei piano, fiz aulas de canto. ‘The child’, por exemplo, foi gravada no meu quarto, com o microfone do celular e a ajuda de um amigo guitarrista. Sinto que estou evoluindo a cada nova canção.”

Apaixonada por música desde criança — “E o culpado é meu avô materno”, diz, aos risos —, Ana afirma que a força do seu trabalho está justamente nas letras. “Gosto de observar o comportamento humano, colocar um pouco de filosofia na vida das pessoas. Não acho legal a obviedade. Quero que pensem, que tentem entender a mensagem. Ah, e adoro passear pelos gêneros, ir do pop ao eletrônico.”

Compositora, cantora, instrumentista e modelo, a catarinense também é aluna de um curso de extensão, na Universidade de Harvard. “Estudo Neurociência não para fazer cirurgia, ter um consultório. Mas porque acredito que o artista precisa contribuir com a sociedade, por isso meu interesse pelo cérebro humano”, comenta a moça, que gravou, na Nova Zelândia, sua primeira música em português, “É bom e ruim”, ainda sem data de lançamento. “Vou contar histórias, independentemente do idioma.”