Ana Vilela conta como ataques de haters de "Trem-Bala" a afetam: "Não dá para aceitar"

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A cantora Ana Vilela. Foto: reprodução/Instagram/anavilela
A cantora Ana Vilela. Foto: reprodução/Instagram/anavilela

Resumo da notícia

  • Ana Vilela conta como lida com os haters de "Trem-Bala"

  • Cantora sofre ataques nas redes sociais há cinco anos por causa da música

  • Diagnosticada com depressão, ela pediu para fãs não mostrar as ofensas a ela

Se o hit trouxe "Trem-Bala" muitas alegrias para Ana Vilela, também atraiu haters que não a deixam em paz até hoje, cinco anos depois de seu lançamento. A cantora e compositora, que recentemente desabafou nas redes sociais sobre as ofensas motivadas pela música, falou em entrevista ao portal Uol que tem dificuldade de lidar com os ataques.

"É muito louco que as pessoas se incomodem tanto só porque a música toca muito. A crítica sempre é essa. Agora, quando a crítica vai para 'sua gorda, escrota, não aguento mais esse tipo de música', aí vira um problema sério, algo que afeta a gente. Todos somos humanos e há um limite neste 'grau de frieza', não dá para aceitar", declarou à publicação.

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Diagnosticada com depressão, ela usou o Twitter para pedir aos seguidores, no fim de agosto, que não enviassem a ela posts maldosos sobre a canção. "Não gostaria de ouvir comentários de mais alguém, além da minha própria cabeça, dizendo que meu trabalho é um lixo", desabafou, na plataforma.

Segundo Ana, receber tanto ódio "nunca fica normal", mas desviar das provocações ficou mais difícil na pandemia, em que deixou de receber o carinho no contato com o público e passou a focar seu trabalho na internet.

O autocuidado da cantora inclui tratamento com psicóloga e psiquiatra, curtir a companhia da família e de amigos, ver séries e compor. Mas ela não pretende mostrar as novas músicas, criadas nessa fase mais delicada, por enquanto.

"No processo de criação, quando há um momento de dor ou algo que incomoda, é normal que as primeiras letras saiam mais agressivas, ríspidas e duras. E você pode ir moldando aos poucos", explicou.

Para a artista, falar abertamente sobre saúde mental é importante para "mostrar para as pessoas que elas não estão sozinhas, que elas precisam, sim, de ajuda, e que isso é mais comum do que elas imaginam".

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