Viajante do futebol, Sandro Lima comemora mais uma temporada no exterior

Sandro Lima comemora gol durante sua passagem pelo Genclerbirligi, da Turquia, em 2021(Foto: Ali Balikci/Anadolu Agency via Getty Images)
Sandro Lima comemora gol durante sua passagem pelo Genclerbirligi, da Turquia, em 2021(Foto: Ali Balikci/Anadolu Agency via Getty Images)

O atacante Sandro Lima, de 31 anos, pode ser considerado um viajante do futebol. A ideia de sair do Brasil veio ainda muito cedo, antes mesmo de se profissionalizar, e foi uma das decisões que ele considera mais acertadas na carreira.

“Eu escolhi porque no Brasil todos sabemos que a base é pouco valorizada e muitos sonhos de jovens são interrompidos por falta de oportunidades. Eu na primeira oportunidade que tive não pensei duas em aceitar e foi a melhor decisão da minha vida. Só tenho que agradecer a Deus por tudo isso”, revela.

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Agora no Gwangju FC, da Coreia do Sul, Sandro fez boa parte de sua carreira em Portugal, mas também atuou na China e na Turquia. Por ser um ‘andarilho’, daqueles que estão quase sempre longe de casa, o brasileiro até pensa em um retorno ao país natal, mas não agora. Já tem até o time que gostaria de ir.

“No momento ainda não penso em voltar, gostaria de jogar no Brasil um dia, mas agora prefiro continuar fora. Questão de estabilidade pesa muito. Como já disse uma vez, gostaria de jogar um dia no Corinthians”, disse.

Sandro diz que não tem nenhuma história inusitada nos países em que viveu, embora ainda não tenha aprendido os seus idiomas — ele acrescenta que entende algumas coisas em inglês, mas sente um bloqueio. “Não consigo falar porque tenho vergonha da possibilidade de errar, mas estou me esforçando para aprender mais”, conta.

“Com certeza, a diferença [entre o Brasil e outros países] é o fuso horário e a comida. A cultura também é bastante diferente. Mas são experiências boas que vivemos em conhecer esses países. É um privilégio para nós. O melhor futebol jogado é em Portugal em todos os aspectos. Técnica, tática e muita dinâmica, muito bom de se jogar. Mais difícil talvez seja na Coreia, onde é muito corrido e intenso e muito contato físico. Turquia é parecido um pouco, mas Coreia é mais difícil”, analisa.

Viver fora do país, porém, se provou uma atividade difícil com a pandemia da Covid-19. Alguns jogadores preferiram o retorno ao país natal, por conta de todo o período de isolamento. Sandro estava com a esposa e o filho, o que facilitou para ele.

“Foi muito difícil na pandemia, mas, graças a Deus, os familiares que estavam no Brasil estavam se cuidando e eu fiquei mais tranquilo. E eu estava com minha esposa e filho fora, o que foi fundamental para me sentir mais seguro. Foram momentos muito tensos nesses dois anos de pandemia.”

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