Anderson Torres pode pegar até 91 anos de prisão se for condenado

A expectativa é que Torres, que viajou para os Estados Unidos, chegue ao país a qualquer momento para se entregar à Justiça.

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que deve chegar no sábado ao Brasil para ser preso pela Polícia Federal (PF), pode ser condenado a até 91 anos de prisão.

Torres está nos Estados Unidos e seu voo de volta foi cancelado, assim como milhares pelo país, em razão de uma falha no sistema integrado do controle de aviação do país.

Torres, era responsável pela Segurança Pública do DF durante os atos terroristas no domingo (8), e é investigado pelos crimes como terrorismo, golpe de Estado e associação criminosa.

A prisão do ex-ministro foi decretada na última terça-feira (10) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em documentos da PF e da Advocacia-Geral da União.

No mesmo dia, a Polícia Federal fez buscas e apreensões na casa de Torres em Brasília. Lá, os agentes encontraram uma minuta de decreto golpista, que buscava instaurar um estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com Moraes, o comportamento de Torres como secretário de Segurança Pública do DF foi “gravíssimo” e poderia colocar em risco a vida do presidente, de parlamentares e de ministros do Supremo.

Como se organizaram os atos terroristas em Brasília? A linha do tempo interativa abaixo te mostra, clique e explore:

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Obras de arte foram destruídas, itens roubados e o prejuízo ainda é calculado pelas autoridades. Veja a lista completa de obras destruídas nos ataques. Até o fim da segunda (10), pelo 1.500 envolvidos no episódio já haviam sido presos.

Na quarta-feira (11), os ministros do STF formaram maioria para manter a determinação de prisão preventiva de Anderson Torres.

Quando soube da decisão, na terça-feira (10), Torres, que estava em Orlando, nos Estados Unidos (EUA), mesma cidade onde está o ex-presidente Jair Bolsonaro, usou as redes sociais para dizer que retornaria ao Brasil antes do previsto, para se apresentar à justiça.

“Hoje (10/01), recebi notícia de que o ministro Alexandre de Moraes do STF determinou minha prisão e autorizou busca em minha residência. Tomei a decisão de interromper minhas férias e retornar ao Brasil. Irei me apresentar à justiça e cuidar da minha defesa", escreveu o ex-ministro da Justiça nas redes sociais.