André Ceciliano reforça apoio a Freixo e muda o tom sobre Molon: 'Vou respeitar a posição do PSB'

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O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), reforçou, nesta quinta-feira, que seu partido seguirá apoiando Marcelo Freixo (PSB) na disputa pelo governo do estado, após uma resolução da direção petista fluminense indicar um possível rompimento. O candidato do PT ao Senado disse que ainda espera que o PSB cumpra o acordo entre as siglas e retire Alessandro Molon da disputa pelo parlamento. Porém, após o PSB anunciar que não irá destinar recursos ao seu possível adversário, ele arrefeceu o tom sobre a possibilidade de as duas candidaturas serem mantidas.

— Na política, o maior ativo que se pode ter é fazer compromisso, acordos democráticos, e cumpri-los. A gente ainda vai perseguir esse acordo e acredito que até amanhã vamos resolver isso. Mas eu vou respeitar a posição do PSB. A gente não tem que se meter no PSB — disse o candidato do PT ao Senado.

Em meio à pressão crescente sobre Molon dentro do próprio PSB, a executiva nacional do PT optou por adiar para esta sexta-feira a definição sobre a manutenção ou não da aliança em torno de Freixo na eleição para o governo fluminense. Também nesta quinta, o vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, recuou do pedido de rompimento do partido com a chapa dos pessebistas no Rio.

Ceciliano afirma que sua prioridade desde o início foi trabalhar para ampliar a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio e alega que a disputa pelo Senado nunca foi um projeto pessoal. Ele pontua que o PT chegou a oferecer sua vaga de candidato para uma indicação do prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), em troca de apoio ao petista já no primeiro turno — negociação que não se concretizou.

Segundo o presidente da Alerj, o acordo entre PT e PSB sobre sua indicação para o Senado lhe foi comunicado em uma reunião com Lula, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e outros correligionários, em fevereiro deste ano. Além disso, recorda que Freixo também já declarou ter um acordo pessoal com Molon sobre esse arranjo político.

Porém, mesmo cobrando que o pacto eleitoral seja mantido e Molon desista, ele passou a adotar um discurso mais diplomático sobre um eventual confronto com o pessebista. No mês passado, ao participar de um ato político de Lula que teve a participação do pessebista, ele se referiu a Molon — sem citar seu nome — como "covarde". Agora, passou a enumerar pontos de sua biografia em que pode se destacar eleitoralmente sobre o eventual adversário.

— Não acredito que vão ficar as duas candidaturas, mas o que sair de lá amanhã (da reunião Executiva do PT) a gente vai respeitar. Eu sou um soldado do meu partido. Não tenho nada contra ele (Molon). Mas acho que a candidatura dele não amplia — diz, completando: — Eu, ao contrário, fui prefeito de Paracambi duas vezes, presidi a Alerj na pior crise do Rio e sou da Baixada Fluminense, região onde tenho muito trabalho para mostrar.

Com a pressão do próprio PSB sobre Molon, petistas ainda acreditam que ele possa retirar sua candidatura até essa sexta-feira, quando se encerra o período de convenções partidárias. O pessebista, por outro lado, nega a possibilidade e vem dizendo que levará seu projeto de disputar a cadeira de senador até o fim.

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