Anestesia geral e biópsia intraoperatória: como foi a cirurgia de Lula

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se submeteu neste último domingo no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a uma cirurgia para a retirada de uma leocoplasia (lesão) nas cordas vocais. O procedimento durou 40 minutos e foi supervisionado por dois cirurgiões.

Lula recebeu anestesia geral para que as cordas vocais ficassem totalmente paradas durante a operação. A lesão, de 5 milímetros e superficial, foi extraída com “Laser CO 2”. O aparelho retira o tumor com raio laser de forma precisa, preservando as estruturas ao redor. Durante a operação, os médicos fizeram uma biópsia para detectar a malignidade. O resultado saiu em poucos minutos.

— Tratava-se de uma lesão potencialmente cancerígena, que se fosse deixada poderia ao longo dos anos se transformar em câncer — diz o cirurgião de cabeça e pescoço Luiz Paulo Kowalski, da Faculdade de Medicina, da Universidade de São Paulo, que acompanhou o procedimento.

A recuperação de Lula consiste em poupar a voz ao longo dos próximos dias.

Em 2011, Lula foi diagnosticado com câncer na laringe. Com 2 centímetros, ele ficava localizado na parte superior da glote, perto das cordas vocais. Desta vez o local acometido pela lesão encostava nas cordas vocais. A voz de Lula não será afetada com a operação.