Anestesista preso por estupro responde processo por erro médico

Anestesista foi preso por estupro durante parto (Reprodução)
Anestesista foi preso por estupro durante parto (Reprodução)

Giovanni Quintella Bezerra, o médico anestesista preso em flagrante por estuprar uma mulher na sala de parto durante uma cesariana, também é réu em um processo por erro médico e indenização por danos morais. O caso aconteceu em julho de 2018.

Além de Giovanni, outros três profissionais junto ao Hospital Mario Lioni, são processados por uma mulher que teve dois diagnósticos equivocados, um deles do anestesista, até ser atendida no Hospital de Irajá, na Zona Norte, e ser diagnosticada com H1N1 (gripe suína).

O médico anestesista, segundo informações do portal G1, nunca apresentou defesa nos autos do processo.

"Nós requeremos que ele seja condenado e sejam aplicados os efeitos da revelia ante a falta de defesa", afirmou a advogada Rafaela Poell, que entrou com a ação indenizatória.

A mulher foi atendida no Hospital Mario Lioni, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com "delírios, calafrios, dificuldade na respiração, com falta de ar, tossindo muito e tontura."

Na unidade de saúde ela foi diagnosticada com infecção urinária.

Apesar do diagnóstico, a equipe de enfermagem alertou à médica que fez o primeiro atendimento que outros exames deveriam ser realizados para descartar um caso mais grave, porém os remédios para infecção urinária foram ministrados, e a paciente recebeu alta.

No entanto, o estado de saúde da mulher não melhorou e a paciente retornou então ao hospital, onde desta vez foi atendida por Giovanni.

Segundo consta no processo, Giovanni reforçou o diagnóstico de infecção e disse que a paciente estaria com "ansiedade, e que seu estado físico estava bem".

Depois disso os sintomas pioraram e a mulher passou a sentir "fortes dores de cabeça, dores nas costas, tosse com sangue e intensa falta de ar e dor no pulmão".

Ela retornou para ser consultada com um terceiro profissional de saúde, um cardiologista, no entanto, o quadro da vítima estava bem pior: "enorme falta de ar, chegou a ter sua visão afetada, em virtude da falta de oxigenação para a córnea, causando cegueira momentânea, tossindo catarro com sangue, de espessura grossa e de grande volume, afetando seu raciocínio, mobilidade motora, pressão elevada, dormência e desorientação no tempo e espaço".

O diagnóstico correto só foi confirmado em uma quarta consulta, já em outra unidade hospitalar.

Lá foi constatada uma pneumonia severa, com apenas 25% dos pulmões em funcionamento. A paciente foi diagnosticada como portadora do vírus H1N1. Ela ficou em coma por 23 dias, devido a uma trombose por falta de fluxo sanguíneo.

Por conta da doença, ela perdeu o dedão do pé direito e chegou a passar 23 dias em coma.

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