Angela Merkel diz que sabia que "Putin queria destruir a Europa"

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Angela Merkel diz que sabia que "Putin queria destruir a Europa"
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A antiga chanceler alemã Angela Merkel admitiu numa entrevista que os líderes europeus tentaram evitar a guerra na Ucrânia e diz que, quando era líder, Putin já queria destruir a Europa e a União Europeia.

A antiga chanceler alemã quebrou o silêncio sobre o conflito da Ucrânia numa entrevista transmitida em direto na televisão nacional, a partir de um teatro em Berlim, capital da Alemanha.

"Putin queira destruir a Europa"

Merkel disse que na altura em que era líder da Alemanha, nunca teve "ilusões" e que sabia que "Putin queria destruir a Europa e a União Europeia". Merkel diz ainda que era necessário “tentar tudo diplomaticamente” antes de entrar num conflito.

"Este é um ataque brutal, que desrespeita o direito internacional, para o qual não há desculpa.", admitiu Merkel.  "O que aconteceu, na minha opinião, é um grande erro por parte da Rússia.", disse.

Angela Merkel, que esteve no poder durante 16 anos, diz que tentou evitar uma invasão em grande escala e fala do polémico Acordo de Minsk, assinado em 2015. O objetivo foi estabelecer um estatuto político para os dois territórios - Ucrânia e separatistas pró-Rússia - que desse garantias de paz na Europa. O acordo caiu "por água abaixo" em fevereiro depois de Vladimir Putin reconhecer a independência de Luhansk e de Donestk, os territórios separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia.

"Felizmente, tentei bastante, eu e os vários presidentes franceses. (...)"

Angela Merkel diz que foram feitos os esforços possíveis e que uma "diplomacia não está errada se não for bem-sucedida.". A antiga chanceler alemã diz ainda não sentir culpa do passado. "Não me vou desculpar. Olhando para trás, estou satisfeita porque não tenho de me culpar por não ter tentado impedir uma guerra como esta.", adiantando que foram feitos esforços por parte dos líderes europeus para evitar um conflito em grande escala. "Felizmente, tentei bastante, eu e os vários presidentes franceses (...) isso dá-me um sentido de segurança", concluiu.

Angela Merkel admitiu também que as sanções contra a Rússia depois da anexação da Crimeia em 2014 deveriam ter sido mais pesadas.

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