Anielle rebate Tebet: ‘mulheres negras sempre estiveram na linha de frente’

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, rebateu declaração de Simone Tebet, ministra do Planejamento - Foto: AP Photo/Leo Correa
Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, rebateu declaração de Simone Tebet, ministra do Planejamento - Foto: AP Photo/Leo Correa
  • Fala de Tebet sobre diversidade no Ministério do Planejamento repercutiu negativamente;

  • Ministra disse ter dificuldade em contratar mulheres negras;

  • Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco rebateu declaração e se colocou à disposição para indicar servidoras para colega de governo.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, respondeu Simone Tebet, do Planejamento, após a colega de governo ter dito encontrar dificuldades na seleção de mulheres pretas para atuar na pasta que chefia.

Anielle participou da cerimônia de posse de Tebet e afirmou que mulheres negras sempre estiveram na linha de frente. A ministra também se colocou à disposição para indicar servidoras capacitadas a ocupar vagas no Planejamento.

"Nós, mulheres negras, sempre estivemos na linha de frente da construção desse país, entregando dedicação e cuidado em todas as atividades que exercemos. No serviço publico, isso não vai ser diferente", afirmou Anielle. "Quero me colocar à disposição, a pasta da Igualdade Racial à disposição com o trabalho de mulheres negras servidoras públicas para fortalecer seu trabalho na construção de um Brasil melhor", completou a ministra.

A mensagem foi reforçada nas redes sociais, onde Franco destacou que “quando uma mulher negra se move, toda a estrutura da sociedade se move junto”.

“Estamos trabalhando muito pra garantir que nossa ocupação legítima seja uma realidade nesse governo”, escreveu no Twitter nesta quinta-feira (5).

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Repercussão negativa

Uma declaração de Simone Tebet feita nesta quarta-feira (4) repercutiu negativamente. Ao falar sobre a diversidade na composição do ministério assumido por ela, a emedebista disse ter dificuldade para contratar mulheres negras.

“Estou indo para uma pasta que hoje ainda é extremamente masculina. Quero não só ter mulheres, mas mulheres pretas. E a gente sabe, lamentavelmente, que mulheres pretas normalmente são arrimo de família. Trazer de fora de Brasília é muito difícil porque os salários são muito baixos”, declarou Tebet.

Internautas rebateram a afirmação da ministra:

  • Confira algumas publicações:

A jornalista Flávia Oliveira destacou que o grupo Elas no Orçamento vai entregar a Tebet uma lista de servidoras negras.

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O professor de Direito Thiago Amparo lembrou que um dos nomes mais indicados sobre o tema é Roseli Faria, economista e especialista em orçamento público. Além disso, segundo ele, o Tribunal de Contas da União (TCU) tem um comitê de equidade.

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A jornalista Cynthia Martins se disse incomodada com a fala da ministra e avaliou que a busca dela ‘talvez esteja sendo feita na mesma caixa de sempre, com pessoas brancas, ricas, oriundas da política e acadêmicas’.

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