Animado com Ariel de 'Verdades secretas 2', Sergio Guizé lança álbum com participação do pai e de Bianca Bin

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Mesmo em meio à tempestade deflagrada com a pandemia da Covid, Sergio Guizé soube muito bem tocar o barco. Mais do que nunca, o artista de 41 anos navegou por várias de suas versões durante os últimos tempos: foi ator, artista plástico e cantor. Chamando atenção como Ariel em “Verdades secretas 2”, um outro fruto de sua dedicação às artes chega hoje às plataformas digitais. Após anos como vocalista da banda Tio Che, Guizé lança seu primeiro álbum solo “À deriva”:

— O que está me desafiando mais agora é cantar. Eu nunca pensei em ser cantor. Mas também não tinha pensado em ser ator e minha vida mudou toda. No isolamento social, fiquei só com minha companheira (a atriz Bianca Bin) e os cachorros. Eu tinha que fazer algo verdadeiro, que saísse do coração. É um projeto bem intimista.

Além de marcar sua estreia solo, o trabalho, que homenageia músicos como Cartola e Belchior, tem a participação do pai de Guizé, Salvador, tocando piano; e marca a primeira vez de Bianca Bin assinando a letra de uma música, “Um pouco mais de mim”.

— Durante a pandemia, ficamos ainda mais próximos, viramos quase um, na alegria e na tristeza. Perdi algumas pessoas, minha irmã ficou intubada, e Bianca estava sempre ali. Quando eu estava gravando a novela, ela segurava a onda toda — valoriza.

Em “Verdades secretas 2”, o ator interpreta Ariel, que, para dar um empurrão na carreira da mulher Laila (Erika Januza), envolve-se com Blanche (Maria de Medeiros). Na trama, a personagem de Erika entra numa busca desenfreada por um corpo perfeito e abusa dos remédios para emagrecer. Já viciada, a modelo descobre a traição do marido e se mata. Guizé destaca que o rumo de seu personagem é alterado após os trágicos incidentes.

— É um cara amoroso que dá uma tropeçada. A vida dele muda depois do que acontece com Laila. Ele muda a rota, desacredita de tudo. Ariel errou, mas ele paga muito caro por isso. Como ator, foi interessante entender que eu tinha que respeitar o espaço para a Laila acontecer. Meu trabalho ali é fazer a retaguarda e não querer aparecer num momento em que a personagem da Erika está em crise.

Dois dias após terminar as gravações da novela, o galã já estava ensaiando a peça “O homem que matou Liberty Valence”, estreia de Bianca Bin também no teatro. O espetáculo é transmitido gratuitamente pela plataforma Teatro Sérgio Cardoso Digital, entre 2 e 19 de dezembro, de quinta a domingo, às 21h. Mesmo com outros trabalhos pela frente, Guizé torce para continuar em “Verdades secretas”.

— Se Walcyr (Carrasco, autor) me chamar, estou dentro. Adoraria continuar contando a história de Ariel!

Lado pintor

Artista plástico, Guizé pintou muitos quadros durante a pandemia e tentou representar cada uma das músicas de “À deriva” numa tela. O ator também fez camisas e cartões com as suas artes e, em breve, pretende vender todas as criações num site.

Trabalho versátil

Com várias influências musicais, o novo trabalho de Guizé é versátil.

— Durante a pandemia, escutei muito Raul Seixas e Leonard Cohen, então tem esses dois lados, o popular e o erudito. São músicas para o mundo. Tem backing vocal feminino, o que sempre quis na vida. Também tem muitos instrumentos como piano, órgão, gaita, sanfona. Uma música vai mais pro jazz, outra mais pro blues. Também tem um rock mais intimista. O álbum é poético — detalha.

Compositor desde os 16 anos

As primeiras cinco faixas já disponíveis nas plataformas são: “À deriva”, “Desligar”, “Um pouco mais de mim”, “Palo seco” e “Contra o vento”. Compositor desde os 16, quando escreveu a música “Estou padecendo” com uma banda que integrava e era inspirada no The Doors, Guizé também era quem mais escrevia as canções do grupo Tio Che.

— A maioria das músicas do Tio Che fui eu que escrevi. Então, comecei a cantar porque achava que elas eram muito pessoais. Fui ganhando um pouco mais de confiança. Nesse processo, eu mudei completamente. Tanto pela maturidade e pelo tempo, quanto pelo impacto da pandemia. Mas, do mesmo jeito que sofremos bastante o ano passado, neste ano estamos vendo o copo com a metade cheia — compara ele.

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