Anistia denuncia dezenas de prisões arbitrárias na região etíope do Tigré

·1 minuto de leitura
Membros de uma milícia da região de Amhara se reúnem em Adi Arkay, próximo à fronteira com Tigré, outra região da Etiópia, em 14 de julho de 2021

A Anistia Internacional acusou nesta sexta-feira (16) a Etiópia de ter detido arbitrariamente dezenas de residentes do Tigré nas últimas semanas, enquanto os rebeldes recuperam o controle de grande parte da região norte do país.

Após meses de tensões crescentes, o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, enviou o exército federal a Tigré em novembro para destituir autoridades regionais da Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPLF), que acusava de ter orquestrado ataques contra bases federais.

Os moradores de Tigré detidos nas últimas semanas incluem militantes e jornalistas, alguns dos quais foram espancados e transportados a centenas de quilômetros da capital federal, Addis Abeba, informou a Anistia em um comunicado.

Muitos desapareceram e o número total de presos pode chegar a centenas, acrescentou a ONG.

Abiy, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2019, proclamou a vitória no final de novembro com a tomada da capital regional, Mekele. Mas os combates não pararam.

As forças pró-TPLF lançaram uma ofensiva em junho que lhes permitiu retomar Mekele no dia 28, e depois uma grande parte de Tigré nos dias seguintes, forçando o governo a proclamar um cessar-fogo unilateral e a retirar a maior parte de suas tropas.

Foi nesse momento que começaram as prisões, segundo a Anistia.

rcb/sva/sst/mar/eg/ic

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos