Anistia Internacional acusa Washington e Londres de alimentarem crise humanitária no Iêmen

A Anistia Internacional (AI) acusou nesta quinta-feira Washington e Londres de alimentarem a crise humanitária no Iêmen com suas entregas de armas à Arábia Saudita, que lidera uma coalizão militar naquele país

A Anistia Internacional (AI) acusou nesta quinta-feira Washington e Londres de alimentarem a crise humanitária no Iêmen com suas entregas de armas à Arábia Saudita, que lidera uma coalizão militar naquele país.

Em um comunicado, a organização destaca que Estados Unidos e Grã-Bretanha entregaram mais de 5 bilhões de dólares em armas à Arábia Saudita desde que este país começou - há dois anos - sua intervenção militar no Iêmen.

Este valor é dez vezes superior à ajuda que Washington e Londres entregaram ao Iêmen em dois anos, segundo a Anistia.

A Arábia Saudita apoia militarmente as forças governamentais que combatem os xiitas huthis, que controlam importantes regiões do país desde 2014, incluindo a capital, Sanaa.

"O conflito obrigou 3 milhões de pessoas a abandonar seus lares, destruiu a vida de milhares de civis e deixou o país diante de uma catástrofe humanitária", lamentou Lynn Maalouf, responsável regional da Anistia.

"As armas entregues por Estados Unidos e Grã-Bretanha foram utilizadas para cometer graves abusos, precipitando uma catástrofe humanitária".

Estes países "prosseguiram autorizando a entrega de armas, oferecendo ao mesmo tempo ajuda (ao Iêmen) para atenuar a grave crise a qual contribuíram".

A Anistia pede um embargo de armas e uma investigação internacional "crível sobre as flagrantes violações cometidas por todas as partes em conflito".