Anistia Internacional pede libertação de ativista de direitos humanos preso na Venezuela

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Anistia Internacional pediu que o ativista dos direitos humanos Javier Tarazona, detido na Venezuela desde 2 de julho, seja libertado (AFP/GEOFFROY VAN DER HASSELT)

A Anistia Internacional pediu que o ativista dos direitos humanos Javier Tarazona, detido na Venezuela desde 2 de julho, seja libertado "imediata e incondicionalmente", considerando-o "um prisioneiro de consciência".

“Ele é um prisioneiro de consciência, foi detido arbitrariamente por seu trabalho em defesa dos direitos humanos”, denunciou a Anistia Internacional em um comunicado com data de segunda-feira (20).

"Sua saúde se deteriorou gravemente devido à falta de tratamento médico. Instamos as autoridades a libertá-lo imediata e incondicionalmente", acrescentou este documento.

Tarazona, diretor da ONG local Fundaredes, foi acusado de "incitação ao ódio" e "terrorismo" após denunciar supostas ligações entre o governo de Nicolás Maduro e grupos armados colombianos na Venezuela.

Ele está detido em El Helicoide, sede do serviço de Inteligência em Caracas.

“Ele foi detido arbitrariamente” após uma “tentativa de denunciar o assédio por parte de agentes das forças de segurança à Procuradoria-Geral da República na cidade de Coro (estado de Falcón, oeste)”, destacou a Anistia Internacional.

A organização não especificou qual é o estado de Tarazona, mas ativistas locais afirmam que ele tem problemas cardíacos. A Fundaredes também afirmou em outubro que ele foi diagnosticado com covid-19.

Dois outros membros da ONG foram presos em julho e soltos em 26 de outubro.

A Fundaredes relatou em março confrontos no estado fronteiriço de Apure (oeste) entre militares venezuelanos e irregulares colombianos antes que as próprias autoridades o fizessem e em maio relatou o sequestro de oito soldados na fronteira, que foram libertados poucos dias depois.

Segundo dados oficiais, 16 membros das Forças Armadas morreram no conflito, que obrigou o deslocamento de milhares de civis.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, acusou os ativistas de disseminarem "difamações" para criar "uma matriz de opinião negativa em nível internacional", comprometendo a segurança e incentivando sanções internacionais contra o país.

A ONG de direitos humanos Foro Penal registra 244 "presos políticos" na Venezuela.

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