Anne Hathaway critica romantização da maternidade: "Como se tudo fosse positivo"

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Anne Hathaway na premiere da série
Anne Hathaway na premiere da série "We Crashed", em Los Angeles. Foto: REUTERS/Mario Anzuoni

Resumo da notícia:

  • Anne Hathaway critica romantização da maternidade

  • Atriz falou sobre não ser tudo positivo quando vira mãe

  • Ela ainda revelou que quer os filhos longe das câmeras enquanto forem jovens

Anne Hathaway abriu o coração sobre sua experiência com a maternidade após dar à luz ao pequeno Jonathan Rosebanks, de 6 meses, e ao primogênito Jack, de 2 anos, frutos de seu relacionamento com Adam Shulman. Em entrevista ao Wall Street Journal, a estrela da série "We Crashed" confessou que não se sentia completa até ser mãe.

"Não é como se eu estivesse sem integridade, mas isso me fez querer ser completamente, em todos os níveis, fiel à minha palavra", explicou. "E isso significava parar qualquer bobagem que estivesse acontecendo dentro de mim. São pequenas pausas que você dá a si mesma às vezes quando sabe que não está sendo a sua melhor versão", completou.

No entanto, a atriz analisa a importância de entender que uma gravidez não é só feita de vivências positivas. "Existe essa tendência de retratar engravidar, ter filhos, sob uma luz, como se tudo fosse positivo. Mas eu sei por experiência própria...É muito mais complicado do que isso", declarou.

“E quando você descobre que sua dor é compartilhada por outras pessoas...Quero dizer, do que se envergonhar? Isso é dor e isso faz parte da vida", acrescenta ela.

A eterna protagonista de "O Diário da Princesa" ainda revelou que espera que seus filhos fiquem longe de atuar enquanto forem jovens. “Tomaria a mesma atitude que meus pais fizeram comigo, que é: você tem todo o tempo do mundo para ser um ator profissional; você só pode ser criança uma vez”, explicou.

Para Anne, é importante que as crianças invistam nos estudos para entender o que querem seguir. "Então, eu os encorajaria a estudar, ir às aulas, ler, mas eu os desencorajaria fortemente de começar muito cedo", afirmou. "Acho que eles estarão em uma posição em que serão capazes de ir para a faculdade e descobrir para onde querem ir a partir daí", concluiu.