Ano de 2022 é o quinto ano mais quente já registrado, dizem cientistas dos EUA

Amanhecer durante o verão de 2022 em Londres

Por Kate Abnett

BRUXELAS (Reuters) - O ano passado foi o quinto mais quente da história a ser registrado, e os últimos nove anos foram os nove mais quentes desde os tempos pré-industriais, colocando a meta do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento global a 1,5°C em sério risco, disseram cientistas dos EUA na quinta-feira.

O ano passado empatou com 2015 como o quinto ano mais quente desde que os registros começaram em 1880, anunciou a Nasa. Isso ocorreu apesar da presença do evento climático La Niña no Oceano Pacífico, que geralmente reduz ligeiramente as temperaturas globais.

A temperatura global média do mundo é agora 1,1°C a 1,2°C mais alta do que nos tempos pré-industriais.

A Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA disse na quinta-feira que classificou 2022 como o sexto ano mais quente desde 1880. Cientistas da União Europeia disseram nesta semana que 2022 foi o quinto ano mais quente em seus registros.

As avaliações climáticas produzem classificações ligeiramente diferentes, dependendo das fontes de dados usadas e da forma como os registros contabilizam pequenas alterações de dados ao longo do tempo, por exemplo, uma estação meteorológica sendo movida para um novo local.

A Nasa disse que as temperaturas estão aumentando em mais de 0,2°C por década, colocando o mundo no caminho certo para ultrapassar a meta do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento global a 1,5°C para evitar suas consequências mais devastadoras.

"No ritmo que estamos indo, não vai demorar mais de duas décadas para chegarmos a isso. E a única maneira de não fazer isso é se pararmos de lançar gases de efeito estufa na atmosfera." disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard da Nasa para Estudos Espaciais.

(Reportagem de Kate Abnett)