Ano Novo no Rio: Prefeitura vai fechar metrô mais cedo; acompanhe coletiva ao vivo

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RIO — A Prefeitura do Rio detalha, em coletiva na manhã desta quinta-feira, a organização do réveillon 2022 na cidade. Diferente dos anos pré-pandemia de Covid-19, não haverá programação de shows na queima de fogos, espalhada em dez pontos. Para desestimular a ida de pessoas à orla de Copacabana, o prefeito Eduardo Paes destacou que não vai incentivar deslocamentos e grandes aglomerações na cidade. Uma das medidas, é o horário de funcionamento atípico do metrô, que será fechado mais cedo do que o regular. Linhas de ônibus não poderão entrar no bairro a partir das 20 horas.

As estações não vão estar abertas para embarque durante a madrugada do ano novo. O cronograma será:

Dia 31: das 5h às 20 horas para embarque nas estações e ônibus do metrô na superfície das 5h às 19h

Dia 1º e 2: das 7h às 23h para embarque nas estações e ônibus do metrô na superfície das 7h às 22h30

Além da mudança de horário do metrô, haverá restrições de acesso à Copacabana com bloqueio do trânsito para carros a partir das 19h do dia 31 de dezembro, sendo permitido a moradores e hóspedes ingressarem no bairro até as 22h. A orla de Copacabana e Leme não terá estacionamento permitido desde a noite do dia 30 de dezembro.

Na orla de Copacabana serão 16 minutos de fogos em 10 balsas por toda a orla. Também está prevista a instalação de 25 torres de música com contagem regressiva.

A prefeitura confirmou que quanto aos ônibus o funcionamento será normal sem o reforço de linhas. A partir das 20 horas do dia 31, os coletivos não poderão entrar no bairro, e a rotina só será restabelecida no dia seguinte.

— Estamos fazendo o contrário dos outros anos. Desestimular as pessoas a ir para Copacabana. Pedimos para as pessoas não se deslocarem para a Copacabana porque não terão uma experiência agradável ao se deslocarem — disse o prefeito

O mesmo esquema será adotado para as linhas que circulam entre a orla da Barra e do Recreio. As que circulam pela Avenida Lúcio Costa não poderão fazê-lo a partir das 20h.

Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, os quiosques poderão funcionar normalmente, desde que não façam nenhum cercamento irregular no espaço público.

— Os quiosques vão poder funcionar normalmente, dentro das regras em que eles já funcionam. Em hipótese alguma vai ser tolerado o cercamento do espaço público da área em que ele não tem atuação ou atribuição para gerenciar. Em hipótese alguma vai ser tolerado cercadinho em areia, cercadinho em calçada. E essa fiscalização vai ser feita justamente para evitar a privatização do espaço público. Agora, a gestão do espaço interno dele, da entrada e saída de pessoas, vai ser feita pela sua gestão interna. O que não vai ser tolerado é a privatização do espaço público, tampouco fazer com que a praia fique loteada para A, B ou C — afirmou.

A regra valerá tanto para Copacabana como em outros bairros. No caso dos barraqueiros eles só poderão abastecer com mercadorias até as 9 horas do dia 31.

O DJ Mam vai comandar a trilha sonora do réveillon carioca. Mas com o cancelamento dos shows, ele fará a apresentação de uma área técnica fechada, sem abertura para o público. A atuação do DJ será transmitida pelas redes sociais da prefeitura. O evento será das 20 horas a 1 hora.

Paes diz que aglomerações serão inevitáveis mesmo com as restrições impostas. Mas que não serão semelhantes ao de outros anos na virada.


— Tem cidade que cancelou o réveillon e está fazendo Carnaval fora de época. Aglomerações em áreas abertas no Rio já acontecem todos os dias que têm sol — disse o prefeito.

Em meio à pandemia de Covid-2019, a SR Com, que vem organizando a parte artística do réveillon de Copacabana, não conseguiu patrocinadores. Com isso, o espetáculo pirotécnico será integralmente bancado pelo município. Sem shows — geralmente custeados à parte pela prefeitura —, a noite da virada do ano sairá para os cofres públicos por R$ 9,3 milhões.

Para realizar a queima, a SR Com, que comanda a parte artística do evento, contratou mais uma vez, a Vision Show, que faz os espetáculos do Rock in Rio e desde a virada de 2017 para 2018 assina o espetáculo na cidade. O responsável técnico é o catarinense Marcelo Kokote. Ele é o quinto fogueteiro a cuidar dos equipamentos desde que viraram atração para o ano novo em Copacabana, na década de 1990.
Veja alguns dos custos do réveillon 2022, orçamentos publicados em edições do Diário Oficial do Município:

SR Com - R$ 9.380 milhões. Responsável pela infraestrutura da festa de Copacabana. Incluem fogos de artifício, montagem de 25 torres de som, instalação de banheiros químicos e pessoal de apoio para os eventos.

Locar Guindastes Transportes Modais - R$3,940 milhões. Locações de 10 balsas, rebocadores e lanchas de apoio usados para montagem e transporte dos fogos entre o cais da empresa, na Ilha do Governador, e a orla de Copacabana.

Inside Fx Efeitos Especiais - R$ 120 mil. Queima de fogos na Igreja da Penha

Inside Fx Efeitos Especiais - R$ 413.123,88. Queima de fogos na Praia do Flamengo

Equipemorim Serviços Marítimos Litda - R$ 440 mil - Locação de balsas e rebocadores para o réveillon da Praia do Flamengo.

Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem - R$ 350 mil - Apoio financeiro para a queima de fogos de artifício nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio

Praia de Copacabana - 16 minutos de fogos

Praia do Flamengo - 12 minutos de fogos

Igreja da Penha - 10 minutos de fogos

Parque Madureira - 08 minutos de fogos

Piscinão de Ramos - 08 minutos de fogos

Ilha do Governador - 08 minutos de fogos

Bangu - 08 minutos de fogos

Recreio dos Bandeirantes - 05 minutos de fogos

Barra da Tijuca - 05 minutos de fogos

Praia de Sepetiba - 08 minutos de fogos

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