Anomalia de Ebstein: a doença rara da filha de Juliano Cazarré; entenda

A filha do ator Juliano Cazarré, a pequena Maria Guilhermina, recebeu alta da UTI na sexta-feira após passar 24 dias internada devido à anomalia de Ebstein. Agora ela está no quarto. A cardiopatia congênita rara fez a recém-nascida ser submetida à "cirurgia do cone", como é conhecido o procedimento para correção da válvula tricúspide. A doença afeta 1 a cada 20 mil crianças.

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A anomalia de Ebstein é uma cardiopatia rara da válvula tricúspide, a responsável por separar o átrio direito do ventrículo direito do coração. Essa estrutura é considerada a "porta de entrada" do coração, pois permite que o sangue venoso (que já oxigenou o organismo) retorne ao coração. O sangue entra pelo átrio direito, passa pela válvula tricúspide, vai para o ventrículo direito, onde é bombeado para o coração para ser oxigenado novamente.

Na anomalia de Ebstein, a válvula tricúspide fica abaixo do normal, já "dentro" do ventrículo direito. Isso faz com que uma porção do ventrículo se torne parte do átrio, fazendo com que o átrio direito aumente de tamanho e não funcione adequadamente. Além disso, as estruturas da válvula tricúspide têm formato anormal, o que pode levar ao refluxo de sangue para o átrio.

Muitas pessoas com anomalia de Ebstein têm um orifício entre as duas câmaras superiores do coração chamado defeito do septo atrial ou uma abertura chamada forame oval patente (FOP). Um FOP é um buraco entre as câmaras cardíacas superiores que todos os bebês têm antes do nascimento que geralmente se fecha após o nascimento. Ele pode permanecer aberto em algumas pessoas sem causar problemas. Esses orifícios podem diminuir a quantidade de oxigênio disponível no sangue, causando uma descoloração azulada dos lábios e da pele (cianose).

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A anomalia de Ebstein também pode levar ao aumento do coração e insuficiência cardíaca. Além disso, pessoas com essa anomalia não tratada podem sofrer com arritmia cardíaca.

Não há uma causa definida para o problema. Os médicos não têm certeza de quais fatores de risco estão associados ao defeito. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais desempenhem um papel. Uma história familiar de defeitos cardíacos ou o uso de certos medicamentos pela mãe, como o lítio, durante a gravidez podem aumentar o risco de anomalia de Ebstein na criança.

Problemas cardíacos como a anomalia de Ebstein podem ser percebidos durante o pré-natal, na ultrassonografia morfológica. Quando há suspeita da doença, a gestante é orientada a realizar um ecocardiograma fetal para diagnosticar a doença.

O tratamento é cirurgico e, normalmente, definitivo. Na operação a válvula pode ser trocada ou restaurada.

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