ANS suspende venda de 70 planos de saúde

Suspensão faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, cujos resultados registraram 70 planos com comercialização suspensa e 4 planos com a comercialização liberada (Getty Creative)
Suspensão faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, cujos resultados registraram 70 planos com comercialização suspensa e 4 planos com a comercialização liberada (Getty Creative)
  • ANS: motivo da suspensão foram as reclamações contabilizadas no primeiro trimestre;

  • Das 70 categorias suspensas, 42 são da Amil e 12 são da Unimed Rio;

  • A medida faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento da ANS.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou a suspensão da comercialização de 70 categorias de convênios médicos por conta de reclamações em atendimentos médicos que foram registradas nos três primeiros meses do ano.

As operadoras atingidas pela medida são as seguintes: Amil, Unimed Rio, Unimed Norte/Nordeste, Unimed Vertente do Caparaó, Esmale, Santo André, Biovida Saúde e Saúde Brasil Assistência Médica. Das 70 categorias suspensas, 42 são da Amil e 12 são da Unimed Rio.

A medida faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, cujos resultados do 1º trimestre foram:

  • 70 planos com comercialização suspensa

  • 4 planos com a comercialização liberada

  • 1.453.044 beneficiários protegidos

  • 37.512 Total de reclamações analisadas no período de 01/01/2022 a 31/03/2022

Segundo a ANS, as operadoras são reavaliadas a cada trimestre e, aquelas que deixarem de apresentar risco à assistência à saúde são liberadas para comercializar os planos, desde que estes não estejam com a comercialização interrompida por outros motivos.

"Quando uma operadora possui produto com comercialização suspensa em decorrência do Monitoramento da Garantia de Atendimento, ela não pode registrar nenhum novo plano que seja análogo aos que estiverem na lista de suspensão e nem receber novos beneficiários nos planos de saúde com comercialização suspensa por esse motivo (com exceção de novo cônjuge ou filho e de ex-empregados demitidos ou aposentados)", informa a entidade.

Reajuste recente

Além dos problemas em atendimentos, os planos de saúde individuais tiveram um reajuste de 15,5%, autorizado em maio pela ANS.

O reajuste veio bem acima da inflação em 12 meses fechados abril que ficou em 12,13%. Essa é a maior elevação da história, sendo que o recorde passado foi de 13,57% em 2016.

Em planos coletivos, chegaram a ter casos de reajustes de 90%, o que levou empresas a recorrer na Justiça para tentar diminuir os valores. Para fugir do peso no bolso, uma alternativa é recorrer a outros planos por meio da portabilidade.

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