Antecipar o futuro dos oceanos

Antecipar o futuro dos oceanos

Da imensidão do oceano para o laboratório, neste caso em Cascais, em nome da Ciência. Mais concretamente, em nome do impacto das alterações climáticas sobre a vida marinha.

Podemos ter esta visão antecipatória do futuro, perceber "aquela área vai sofrer muitas alterações, então se calhar não é uma boa área para alocarmos certo tipo de usos"

No Laboratório Marítimo da Guia, um grupo de cientistas está a estudar, entre outros, as consequências do chamado "trio mortal" de mudanças nos oceanos - aquecimento das águas, acidificação e perda de oxigénio - em embriões de tubarões, em algas e cavalos-marinhos.

"As respostas, por exemplo na acidificação dos oceanos, variam muito entre grupos taxonómicos. As macroalgas parecem beneficiar do aumento de CO2 no oceano, porque o utilizam obviamente na fotossíntese. Enquanto que as espécies ósseas ou as espécies que precisam de carbonato de cálcio para calcificar e para produzirem os exoesqueletos, como os crustáceos ou as famosas conchas bivalves, esses sim têm mais problemas quando estamos num ambiente mais ácido", explica o investigadorRui Rosa.

É, portanto, urgente diferenciar as soluções para cada zona marinha, como apontaCatarina Frazão Santos, também investigadora: "Proteger certas áreas, promover áreas para zonas de energia renovável. Podemos ter esta visão antecipatória do futuro, perceber 'aquela área vai sofrer muitas alterações, então se calhar não é uma boa área para alocarmos certo tipo de usos'".

Questões que estes cientistas esperam que estejam na linha da frente da Conferência dos Oceanos da ONU, que Lisboa acolhe a partir do próximo dia 27.

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