Antes de ação por DNA, goleiro Bruno se recusou a fazer teste duas vezes e Justiça decretou paternidade do filho de Eliza Samudio

O goleiro Bruno, mandante do assassinato da modelo Eliza Samudio, entrou com uma ação na Justiça pedindo o DNA de Bruninho Samudio, seu filho. O curioso é que, por pelo menos duas vezes, ele se recusou a fazer o teste para a comprovação da paternidade, que já havia sido decretada pela Justiça, e recentemente quis fazer um destes na TV.

Em 2014, já com a paternidade presumida decretada pela Justiça, Bruno e a mulher Ingrid Calheiros pediram a Gugu Liberato, durante uma entrevista, que os ajudasse com o DNA. Mas o recurso foi negado, inclusive pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O pedido de um novo exame faz parte de um recurso de apelação contra a indenização de mais de R$ 650 mil que o ex-goleiro do Flamengo e condenado por homicídio triplamente qualificado deve a Bruninho por danos morais e materiais pela morte de sua mãe e pelos crimes cometidos contra ele, ainda bebê, como sequestro.

De acordo com Sônia Moura, mãe de Eliza e que cria o neto, quando Bruninho era criança o material dele foi colhido para o exame, mas Bruno se recusou a fazê-lo, dizendo que não tinha dúvidas sobre ser o pai. "Agora ele quer fazer porque não quer pagar o que deve. mesmo que ele não fosse parente, ele foi condenado a pagar os danos causados pelo assassinato da minha filha e mãe do meu neto", diz Sônia.

O menino, hoje com 12 anos, não cogita chegar perto do pai biológico e ainda sente muita falta do pai que o criou, Hernane, marido de Sônia, morto há nove meses após várias paradas cardiorespiratórias. Bruninho, assim como Bruno, joga futebol na posição de goleiro, tanto no campo quanto no salão.