Antes de agravamento da pandemia, desemprego sobe e atinge 12,9 milhões de pessoas em março

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Trabalhadores fazem fila na porta de agência da Caixa no Rio para receber auxílio emergencial de R$ 600
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A taxa de desemprego no Brasil voltou a subir nos três primeiros meses do ano, segundo dados da Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira (dia 30) pelo IBGE. O resultado dos três meses encerrados em março foi de 12,2%. Com isso, há 12,9 milhões de desempregados no país.

Houve um crescimento de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em dezembro, que serve como base de comparação para o dado atual, quando 11% dos brasileiros estavam desocupados. No entanto, é menor do que a registrada no mesmo período do ano passado, quando atingiu 12,7%.

A alta do desemprego reflete dois movimentos: os efeitos do coronavírus na geração de empregos e a dispensa após as contratações do período de festas.

Tradicionalmente, nos primeiros meses do ano são registrados muitas demissões de trabalhadores temporários e, consequentemente, aumento da taxa de desocupação.Esta é a primeira estatística de emprego divulgada de emprego que reflete os efeitos do coronavírus. Desde janeiro, o Ministério da Economia não divulgada o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que monitora o mercado formal.

O IBGE considera tanto os empregos com carteira assinada quanto os informais.

Na terça-feira, o Ministério da Economia estimou que ao menos 200 mil pessoas teriam direito de receber seguro-desemprego, mas ainda não deram entrada no pedido.

Especialistas avaliam que isso acontece devido a dificuldades nas solicitações pela internet, já que as agências do Sine, onde eram feitos os pedidos, estão fechadas devido a pandemia.

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