Antes de assumir a prefeitura, Eduardo Paes passa a virada do ano no Centro de Operações Rio e fala de planos para a cidade

Carolina Callegari
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Foto: Carolina Callegari / Agência O Globo

RIO — Antes de tomar posse, na manhã desta sexta-feira, dia 1º de janeiro, o prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes(DEM), foi ao Centro de Operações Rio, na Cidade Nova, passar a virada do ano. A visita, antes de assumir a prefeitura do Rio para o terceiro mandato, teve como foco acompanhar o esquema especial para um réveillon atípico em meio à pandemia de Covid-19.

O saldo sobre o esquema para a virada do ano foi positivo. Os planos a partir de hoje no enfrentamento ao novo coronavírus incluem a permanência de medidas de segurança, como o incentivo do uso de máscara e a fiscalização para distanciamento social. A busca por vacinas para a população da capital, também em parceria com a Fiocruz, é vista com otimismo. Já o lockdown segue descartado.

— A gente não vai fazer nada que a gente sabe que as pessoas não vão cumprir. Eu acho que o mais importante é a conscientização. Pessoas idosas evitem sair, têm que se cuidar, se preservar, assim como pessoas com comorbidade. E o resto da população é respeitar o distanciamento, usar máscara e acho que ter bom senso. A gente tem que ter muita tranquilidade nesse momento. não adianta impor à população medidas que a gente sabe que não vão cumprir.

Paes também falou sobre a promessa da vacina para o início de seu mandato, em que se mostra otimista com a parceria firmada com a Fiocruz há duas semanas:

— Certamente nós vamos ter vacina. Estamos trabalhando nisso. Domingo vamos dar uma coletiva falando um pouquinho mais de Covid-19. Queremos seguir o plano nacional de imunização. Estamos muito otimistas agora com a Fiocruz, A vacina está chegando.

Sem os grandiosos eventos, como a multidão que de costume comparece à Praia de Copacabana para a tradicional queima de fogos, os olhares no Centro de Operações se voltaram para os 54 pontos de bloqueios montados na orla — que vai do Leme, na Zona Sul, ao Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste —, assim como para a logística montada nos diferentes pontos da cidade, a fim de conter possíveis aglomerações.

Paes chegou ao COR por volta das 23h40. Cumprimentou e conversou com as equipes de monitoramento, tirou fotos, inclusive ao lado de seu vice, Nilton Caldeira, e do futuro secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale. A ideia era de acompanhar o monitoramento em pontos da cidade. À meia noite, alguns apresentaram aglomerações.

— A noite está caminhando bem, as pessoas estão respeitando, essa coisa de ter algum distanciamento social, o momento em que a gente vive. Tenho certeza que de 2021 para 2022 a gente vai ter um réveillon de novo animado no Rio. E a gente espera que seja um momento novo na história dessa cidade, vai virar uma página, e a partir de agora olhar para frente e fazer o Rio dar certo — disse Eduardo Paes, que estava acompanhado também pela esposa e os filhos.

O futuro secretário Brenno Carnevale observou o descumprimento em momentos pontuais durante a comemoração, também vendo a última noite com um saldo positivo:

— A impressão foi muito positiva. A cidade hoje está passando por uma virada de ano atípica, é um momento histórico na vida das pessoas, na história recente da humanidade. A ideia é que a população continue colaborando com o cumprimento das medidas de vigilância sanitária. Nós estamos tomando decisões pautadas na ciência, em dados científicos sobre a pandemia. E as proibições que foram publicadas em decreto foram fiscalizadas durante esse período da virada, sinalizando uma cidade diferente dos réveillons anteriores, mas, ao mesmo tempo, cumpridora das medidas sanitárias de proteção à vida.