Antes das prévias, Doria adianta que buscará diálogo com presidenciáveis da 'terceira via'

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BRASÍLIA - Na véspera das prévias que decidirão quem será o pré-candidato do PSDB à Presidência República, o governador de São Paulo, João Doria, um dos concorrentes, adiantou que espera conseguir aglutinar apoios de outros partidos ao seu projeto, caso saia vencedor da disputa interna, para fortalecer a terceira via nas eleições de 2022.

Em entrevista coletiva concedida neste sábado, em Brasília, ele citou o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (Podemos), a senadora Simone Tebet (MDB), Luiz Henrique Mandetta (União Brasil) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) como nomes com os quais almeja dialogar para construir uma "candidatura única" capaz de rivalizar com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

— São as lideranças políticas dos partidos que farão oposição aos extremistas Lula e Bolsonaro. Teremos que caminhar com um bom diálogo para formar, se possível, uma única candidatura que seja fortalecida. Mais do que a terceira via, a ideia é que essa possa ser a melhor via — disse o governador.

Questionado por jornalistas sobre as declarações de apoio dos tucanos José Anibal (SP) e Marcus Pestana (MG) ao seu principal adversário na eleição partidária, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Doria alfinetou Anibal, senador por São Paulo.— É até compreensível. O senador José Anibal disputou duas prévias comigo e foi derrotado duas vezes, portanto cumpre seu papel mais um vez, e quem sabe receba sua terceira derrota em menos de seis anos em prévias.

José Anibal foi presidente e o Marcus Pestana, coordenador da comissão das prévias do PSDB, o que suscitou críticas em relação ao processo.

Coordenador da campanha de Doria, Wilsinho Pedroso questiona a isenção de algumas decisões, como a de barrar prefeitos recém-filiados, o que prejudicou o governador de São Paulo.

— Não tem problema ter preferência. Mas sendo juiz, o melhor é não ter preferência. É ruim para a democracia interna do partido. Todas as regras foram para diminuir o poder de fogo de São Paulo — disse Wilsinho ao GLOBO.

Doria também rechaçou as críticas feitas pela campanha de Leite de que teria assediado os correligionários com ligações e mensagens insistentes para pedir apoio.

— Desde quando a busca do voto pode ser objeto de crítica? No futuro vamos criticar o excesso de comício? Criticar o político porque visitou eleitores demais? Ora, faça-me o favor.

Perguntado se não teme o desgaste eleitoral pelo fato de ter apoiado Jair Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto em 2018, ele disse que "não tem compromisso com o erro".

— Em 2018 milhões de brasileiros foram enganados, inclusive eu. Nós acreditávamos que (Bolsonaro) poderia ser uma opção ao governo do PT do ex-presidente Lula.Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus, também disputa as prévias de amanhã com Eduardo Leite e João Doria, mas com poucas chances de vitória.

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